Fim de greve dos professores da rede municipal de BH pode ser definida na próxima segunda-feira
Categoria reivindica melhores condições salariais e investimentos na estrutura das instituições de ensino; sindicato tenta pressionar vereadores por abertura de CPI da Educação

Professores da rede municipal de Belo Horizonte devem se reunir em assembleia na próxima segunda-feira (11) para discutir a possibilidade do fim da greve, iniciada em 27 de abril. A categoria reivindica melhores condições salariais, além de investimentos na estrutura das instituições de ensino.
Ainda sem local definido, a reunião consta no calendário da paralisação divulgado pelas redes sociais do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de BH (Sind-Rede/BH).
Conforme o sindicato, a greve se deve à campanha salarial de 2026. O Sind-Rede também reclama de "déficit crônico" de professores, sobrecarga de trabalho e "improvisos" no funcionamento das escolas.
Nesta semana, representantes da categoria estiveram na Câmara Municipal da capital para visitar gabinetes de vereadores e solicitar assinaturas para um pedido de abertura de uma CPI para investigar as contas da Secretaria Municipal de Educação.
Conforme o Sind-Rede, o requerimento visa “compreender para onde está indo o dinheiro da educação e por que as escolas seguem sem condições adequadas de funcionamento”. Até então, foram coletadas cinco das 14 assinaturas necessárias.
O que diz a Prefeitura
Em nota, a prefeitura disse que respeita o direito à livre manifestação dos profissionais. A administração municipal afirma que diálogos com a categoria têm ocorrido desde o ano passado, quando foi firmado um acordo. Dentre as medidas estabelecidas, está a recomposição salarial pela inflação em 2026.
De acordo com a PBH, reuniões com representantes sindicais têm sido realizadas desde o início do ano, com o objetivo de acolher e analisar propostas relacionadas às pautas específicas da categoria. A prefeitura listou medidas implementadas para a valorização dos trabalhadores:
- Instituição de data-base para reajuste salarial;
- Criação de duas novas progressões por escolaridade, com ganho de até 10,25% na carreira;
- Concessão de ajuda de custo para alimentação no valor de R$ 412,50 mensais para professores com jornada diária de 4,5 horas;
- Aumento superior a 58% no vale-refeição para jornadas de 40 horas ou dobra, ficando em R$ 60 por dia;
- Reajuste superior a 30% para bibliotecários plenos e de 7,6% para assistentes administrativos educacionais;
- Criação de benefício cultural para aposentados;
- Garantia de reajuste de 2,40% em janeiro de 2026, conforme legislação vigente;
- Compromisso de recomposição da inflação na data-base de maio de 2026.
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