próxima segunda-feira

Greve na Educação: 'vamos aguardar a negociação', diz sindicato após PBH marcar reunião

Categoria mantém mobilização e convocou assembleia para as 14h, na Praça da Estação, para definir os próximos passos da greve dos professores municipais

Ana Luísa Ribeiro e Leandro Alves*
Publicado em 03/06/2026 às 19:12.Atualizado em 03/06/2026 às 19:15.
Trabalhadores da educação municipal realizaram mobilização no Centro de Belo Horizonte e aguardam nova rodada de negociação com a Prefeitura, marcada para segunda-feira (8) (Reprodução/Redes Sociais)
Trabalhadores da educação municipal realizaram mobilização no Centro de Belo Horizonte e aguardam nova rodada de negociação com a Prefeitura, marcada para segunda-feira (8) (Reprodução/Redes Sociais)

Uma nova rodada de negociação entre a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e os trabalhadores da educação municipal foi marcada para a próxima segunda-feira (8), às 14h. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (3) pelo diretor do Sind-Rede/BH, Daniel Wardil, após reunião com representantes do Ministério Público.

A categoria também convocou uma assembleia para o mesmo horário, na Praça da Estação, onde os professores irão avaliar o resultado das conversas e decidir os rumos do movimento grevista.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Wardil afirmou que o encontro deverá tratar de pontos centrais da pauta da categoria, como a reposição das aulas, a devolução dos valores descontados dos salários e o não corte dos dias paralisados.

“Uma negociação para debater a pauta e debater também o não corte dos dias paralisados, a devolução do que foi cortado e a nossa reposição com autonomia das escolas (é muito importante)", declarou.

Segundo o dirigente sindical, representantes da categoria estiveram reunidos com o Ministério Público para discutir alternativas que garantam o cumprimento do calendário escolar. Ainda de acordo com ele, o sindicato defende a reposição dos dias letivos para assegurar os 200 dias de aula previstos na legislação.

A fala foi divulgada horas após trabalhadores da educação desmontarem o acampamento que mantinham em frente ao setor de Recursos Humanos da prefeitura e concentrarem a mobilização em outros pontos da capital.

Professor é supostamente agredido pela Guarda Municipal

Um professor foi supostamente agredido pela Guarda Municipal durante um protesto realizado na sede da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (SMPOG), na avenida Augusto de Lima, no Centro, nesta terça-feira (2). Em vídeos divulgados nas redes, o homem é levado em maca pelo Corpo de Bombeiros e depois ele informou que foi encaminhado ao Hospital João XXIII.

Conforme o SindRede-BH - sindicato que representa a categoria - durante a paralisação, o Executivo Municipal teria impedido a entrada de água e comida no local. Os docentes também teriam sido proibidos de ir ao banheiro. Ao tentar pegar uma garrafa d’água de uma professora que estava do lado de fora, o homem teria sido bloqueado pela Guarda. “A ação foi truculenta e ocasionou a queda do professor, que bateu a cabeça no chão”, informou o sindicato.

Questionada, a Prefeitura de Belo Horizonte declarou que não houve agressão por parte dos agentes. “A Guarda reforça que atuou de forma preventiva e dentro da legalidade, reafirmando o seu compromisso com a segurança e a integridade de todos os presentes”, informou a PBH em nota.

O Executivo Municipal também afirmou que a corporação segue acompanhando a manifestação para “assegurar a ordem, a preservação do patrimônio público e o direito à manifestação pacífica”.

Sindicato denuncia presença de tropa de choque

Mais cedo, o Comando de Greve divulgou um chamado à imprensa denunciando a presença de tropas de choque da Guarda Municipal na Secretaria Municipal de Planejamento, onde trabalhadores da educação realizavam uma ocupação.

Segundo a entidade, a ação representaria uma ameaça à integridade física dos manifestantes, que classificaram a mobilização como pacífica. O sindicato afirmou ainda que os participantes não promoviam depredação nem ofereciam riscos ao patrimônio público.

A reportagem procurou a Prefeitura de Belo Horizonte para comentar as declarações feitas pelo sindicato sobre a nova negociação e as denúncias relacionadas à ocupação. Caso haja manifestação, o texto será atualizado.

*Estagiário, sob a supervisão de Paulo Duarte

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