No Brasil

Pesquisa da UFMG vai mapear trabalho infantil associado ao tráfico de drogas

Iniciativa será realizada em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil e o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 19/02/2026 às 16:24.Atualizado em 19/02/2026 às 17:05.
iniciativa será desenvolvida por pesquisadores do Núcleo de Psicanálise e Laço Social no Contemporâneo (Psilacs) e do Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), com intermediação da Fundação de Apoio da UFMG (Fundep) (Divulgação / UFMG)
iniciativa será desenvolvida por pesquisadores do Núcleo de Psicanálise e Laço Social no Contemporâneo (Psilacs) e do Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), com intermediação da Fundação de Apoio da UFMG (Fundep) (Divulgação / UFMG)

Uma pesquisa inédita de abragência nacional sobre o trabalho infantil associado ao tráfico de drogas será feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O objetivo é garantir a proteção integral dos direitos humanos e fundamentais de menores de idade que praticaram atos infracionais e estejam cumprindo medidas socioeducativas. A iniciativa pretende mapear as localidades mais vulneráveis em cada uma das regiões do país.

O trabalho será feito por pesquisadores do Núcleo de Psicanálise e Laço Social no Contemporâneo (Psilacs) e do Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), com intermediação da Fundação de Apoio da UFMG (Fundep). Detalhes sobre o estudo devem ser informados nesta sexta-feira (20), quando ocorre a assinatura de uma "carta de acordo" com o  Ministério dos Direitos Humanos.

O acordo prevê ainda a realização de pesquisa quantitativa e qualitativa que abrangerá duas cidades de cada uma das regiões brasileiras. Os municípios serão selecionados a partir do mapeamento de localidades mais vulneráveis, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar, entre outros indicadores sociais.

Psicanálise como instrumento de escuta

Um dos aspectos inéditos do estudo será a utilização da psicanálise como instrumento de escuta de crianças e adolescentes participantes em abordagens individuais e coletivas. Também estão previstas entrevistas com lideranças locais, gestores e profissionais ligados às políticas de educação, justiça e assistência social.

A equipe de trabalho é composta por professores, alunos e ex-alunos da UFMG, sendo conduzida pela professora Andréa Guerra, do Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) da UFMG, coordenadora do Psilacs, em parceria com os pesquisadores do Crisp Cláudio Beato, Bráulio Figueiredo e Cláudio Santiago.

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