Uma assembleia para discutir a possibilidade do fim da greve dos professores da rede municipal de Belo Horizonte está prevista para ocorrer nesta segunda-feira (11). A paralisação de parte dos servidores foi iniciada em 27 de abril. A categoria reivindica melhores condições salariais, além de investimentos na estrutura das instituições de ensino.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de BH (Sind-Rede/BH), a greve se deve à campanha salarial de 2026. O Sind-Rede também reclama de "déficit crônico" de professores, sobrecarga de trabalho e "improvisos" no funcionamento das escolas.
O que diz a Prefeitura
A prefeitura de BH tem afirmado que respeita o direito à livre manifestação dos profissionais. A administração municipal afirma que diálogos com a categoria têm ocorrido desde o ano passado, quando foi firmado um acordo. Dentre as medidas estabelecidas, está a recomposição salarial pela inflação em 2026.
A prefeitura listou medidas implementadas para a valorização dos trabalhadores:
- Instituição de data-base para reajuste salarial;
- Criação de duas novas progressões por escolaridade, com ganho de até 10,25% na carreira;
- Concessão de ajuda de custo para alimentação no valor de R$ 412,50 mensais para professores com jornada diária de 4,5 horas;
- Aumento superior a 58% no vale-refeição para jornadas de 40 horas ou dobra, ficando em R$ 60 por dia;
- Reajuste superior a 30% para bibliotecários plenos e de 7,6% para assistentes administrativos educacionais;
- Criação de benefício cultural para aposentados;
- Garantia de reajuste de 2,40% em janeiro de 2026, conforme legislação vigente;
- Compromisso de recomposição da inflação na data-base de maio de 2026.
Leia também: