
Professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região metropolitana decidiram paralisar as atividades na próxima quarta-feira (16). A mobilização ocorre em meio ao impasse nas negociações entre os professores e os donos de escolas, que atualmente tramitam na Justiça do Trabalho. No mesmo dia da paralisação, a categoria fará uma nova reunião para definir se mantém a greve por tempo indeterminado.
A assembleia está marcada para às 9h, no auditório do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), em Belo Horizonte. Um dos principais pontos de discordância é a proposta dos representantes das escolas de dividir a Convenção Coletiva de Trabalho, que atualmente reúne os direitos dos professores da educação básica e do ensino superior. A categoria rejeitou novamente a mudança e defende a manutenção do documento atual, além de reajuste salarial de 3,77%, correspondente ao INPC (Índice de preços ao consumidor).
Segundo o Sinpro Minas, os professores chegaram a aceitar a criação de um cronograma para discutir futuramente a divisão da convenção, mas não concordam em estabelecer a mudança como condição para o acordo da campanha salarial.
“Eles querem impor essa condição, que é extremamente prejudicial à categoria”, afirmou a presidente do sindicato, Valéria Morato.
A entidade afirma que a divisão poderia afetar negociações coletivas e direitos previstos na convenção, como bolsas de estudo e isonomia salarial. Morato também citou outras conquistas que, segundo ela, estão em discussão, como férias coletivas e adicional extraclasse.
“Estamos diante de uma tentativa de dividir uma categoria que historicamente construiu sua força por meio da unidade”, disse a dirigente. Segundo ela, algumas escolas já não estariam aplicando direitos previstos anteriormente, incluindo bolsas de estudo, devido à ausência de uma nova convenção assinada.
A paralisação também será tema de discussão entre professores, pais, estudantes e demais integrantes da comunidade escolar, segundo o sindicato. “Não existe escola de qualidade sem profissionais valorizados, respeitados e com condições dignas de trabalho”, afirmou Morato.
O Hoje em Dia entrou em contato com o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe) e aguarda retorno.
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