Sindicato convoca candidatos ao governo de Minas para assinar carta-compromisso com a educação
Encontro marcado para o dia 19 de setembro em BH abordará pautas como piso salarial, concursos e oposição a privatizações na rede estadual

O pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional, a realização de concursos públicos, o combate à terceirização e às parcerias público-privadas (PPPs) nas escolas e a anulação do leilão de 95 unidades estaduais estão entre os compromissos que o Sind-UTE/MG vai propor aos candidatos ao governo de Minas. As candidaturas foram convidadas a participar, no próximo dia 19, de um encontro em Belo Horizonte para apresentar propostas para a educação e decidir se assinam publicamente o documento.
A reunião do Conselho Geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) será realizada no Hotel Dayrell, no Centro da capital. Segundo a entidade, ofícios foram encaminhados a todas as candidaturas ao Palácio Tiradentes.
Durante o encontro, os candidatos terão espaço para apresentar as propostas para a rede pública estadual, os trabalhadores da educação e a valorização das escolas. Depois, serão convidados a conhecer e assinar a chamada Carta-compromisso com a Educação Pública de Minas Gerais, que reúne reivindicações da categoria para o próximo governo estadual.
A escolha de 19 de setembro também tem caráter simbólico para a entidade. A data marca o nascimento de Paulo Freire, Patrono da Educação Brasileira.
O que o sindicato quer dos candidatos?
Entre as principais reivindicações está a implementação do Piso Salarial Profissional Nacional e a valorização da carreira conforme a formação acadêmica dos trabalhadores. O Sind-UTE/MG também defende progressões por escolaridade, novos concursos públicos e a nomeação dos aprovados, com redução da dependência de profissionais contratados temporariamente.
Na gestão das escolas, a carta cobra a manutenção da rede sob gestão pública estatal e se posiciona contra privatizações, terceirizações, PPPs e a militarização do ensino. O sindicato também quer impedir a municipalização do ensino fundamental da rede estadual, reverter o projeto Mãos Dadas e manter e ampliar a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Outro ponto é a anulação do leilão de 95 escolas estaduais realizado na B3 em março deste ano, além do encerramento do contrato com o BTG Pactual e empresas subcontratadas. O documento também prevê a criação de uma Mesa Permanente de Negociação entre o sindicato e o governo, além de cobrar respeito à organização sindical e diálogo permanente com os representantes da categoria.
Saúde e estrutura das escolas
As reivindicações incluem ainda melhorias e ampliação do atendimento oferecido pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) e mudanças na política de contribuição previdenciária. Nas escolas, a entidade reivindica redução do número de alunos por turma, acesso à internet e equipamentos tecnológicos e políticas permanentes para prevenir e combater assédio moral, sobrecarga de trabalho e adoecimento dos profissionais.
A carta também aborda os impactos da crise climática. O sindicato defende adaptações na infraestrutura das unidades para enfrentar altas temperaturas e eventos extremos, com melhorias na ventilação e no conforto térmico, protocolos de emergência e prioridade para escolas situadas em áreas consideradas mais vulneráveis.
Segundo o Sind-UTE/MG, a proposta é fazer com que as posições apresentadas durante a campanha sejam transformadas em compromissos públicos que possam ser cobrados posteriormente. A assinatura, portanto, representará a adesão do candidato às medidas previstas na carta e à manutenção de canais de diálogo e negociação com a categoria.
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