
Candidato ao Palácio do Planalto pelo PSDB, Geraldo Alckmin disse, nesta quarta-feira (12), em Minas Gerais, que votar em Jair Bolsonaro (PSL) é “um passaporte para voltar o PT”.
Pesquisas de intenção de voto mostram que Bolsonaro perderia, em eventual segundo turno, para todos os demais candidatos. Estaria em empate técnico, à frente, apenas de Fernando Haddad (PT).
Nesse espectro, Alckmin tenta aproximar os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) do PT de Lula. “Vejo que temos uma eleição que tem de um lado um candidato do PT e os adoradores do PT e do Lula. Se pegar o Ciro, foi ministro do Lula, sempre apoiou o PT, até a Dilma. Meirelles foi também presidente do Banco Central do PT. A Marina Silva foi 24 anos filiada ao PT, e agora o Haddad, que é inacreditável, lança uma candidatura na porta da penitenciária. Quem pode vencer para não retroceder, para não voltar atrás? Eu vejo que o Bolsonaro é um passaporte para voltar o PT. É só olhar o segundo turno”, concluiu.
Alckmin cumpre agenda de campanha em Minas. O presidenciável visitou uma fábrica que fornece materiais para a Fiat, onde ouviu do empresariado que o setor opera com cerca de 35% de ociosidade, por conta do momento econômico por que passa o país.
Para o tucano, existe um GAP (lacuna na economia) que permitirá crescimento de 4% do PIB no próximo ano, caso ele vença. Isso seria alcançado com um choque de credibilidade.
Confira outros assuntos comentados pro Geraldo Alckmin:
Recuperação econômica de Minas
"Quero dizer a Minas Gerais que vou ser parceiro do Estado na renegociação da dívida fiscal e na recuperação fiscal de Minas Gerais. Estamos falando do segundo maior Estado brasileiro, com um parque industrial importantíssimo. Vamos ter parcerias, renegociação da questão fiscal do Estado".
Metrô
"A outra palavra é sobre a Região Metropolitana de Belo Horizonte. Dos grandes desafios das metrópoles, um deles é a mobilidade urbana. Vamos ser parceiros na questão do metrô e do trem, do transporte sobre trilhos. Vamos trazer o setor privado para a gente conseguir ampliar o transporte de cargas, ferrovias integradas com hidrovias, aerovias e todos os modais. O segundo, nas regiões metropolitanas são os passageiros. Vamos ampliar o máximo possível, como no caso daqui, atendendo Contagem, Betim, para a gente expandir o metrô".