JORNADA DE TRABALHO

Lula volta a defender fim da escala 6x1 e diz que ganhos não podem valer só para ricos

Em discurso, presidente diz que países precisam ouvir anseios do povo

Do HOJE EM DIA*
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Publicado em 18/04/2026 às 13:31.Atualizado em 18/04/2026 às 13:51.
Protesto realizado na capital federal em 2025 pelo fim da escala 6×1 (Paulo Pinto/Agência Brasil)
Protesto realizado na capital federal em 2025 pelo fim da escala 6×1 (Paulo Pinto/Agência Brasil)

Dias após enviar ao Congresso Nacional o Projeto de Lei para reduzir a jornada e acabar com escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6x1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender as mudanças neste sábado (18).

Ele discursou no Fórum Democracia Sempre, realizado em Barcelona, na Espanha. Segundo Lula, os mais pobres também têm o direito de beneficiar do aumento da produtividade no trabalho.  

"No Brasil, nós estamos discutindo o fim da jornada 6x1. Porque me parece que os ganhos tecnológicos, a sofisticação da produção, só vale o rico. Para o pobre, não vale nada, ou seja, ele não ganha porque aumentou a produtividade da empresa", afirmou o presidente.

Diante de outros líderes latino-americanos e europeus, Lula afirmou que é preciso garantir progresso social para que a democracia não caia em descrédito com a população.

"A democracia está perdendo credibilidade porque, muitas vezes, ela não deu resposta aos anseios da sociedade", ponderou.

Entenda o Projeto de Lei

Segundo o texto do governo federal enviado ao Congresso Nacional, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial. A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso. A proposta tem amplo apoio popular, mas enfrenta resistência de setores empresariais.

Fórum Democracia Sempre

O Fórum Democracia Sempre é uma iniciativa lançada em 2024 envolvendo os governos de Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai.

Em Barcelona, o evento, organizado pelo presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, também conta com as participações dos presidentes Yamandú Orsi (Uruguai), Gustavo Petro (Colômbia), Ciyril Ramaphosa (África do Sul), Claudia Sheinbaum (México) e do ex-presidente do Chile, Gabriel Boric.

No encontro, o presidente brasileiro também fez um duro discurso contra as guerras em curso e em defesa do fortalecimento do multilateralismo.

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