
Levantamento feito pela DNA Outplacement, consultoria de recolocação profissional de executivos, nada menos que 75% dos brasileiros incluem alguma mentira sobre formação e experiência na hora de elaborar o currículo. Mas isso ajuda ou atrapalha durante a disputa por espaço no mercado de trabalho?
“Muitos acreditam que devem incrementar o currículo para conseguir uma chance. Contudo, se a vaga solicita alguns requisitos é porque eles farão parte do dia a do profissional”, observa a gerente de operações da Luandre RH, Larissa Gonçalves.
“Por isso, a seleção do CV (curriculum vitae) é uma primeira triagem para entender as habilidades técnicas compatíveis com a função”, diz a especialista, acrescentando que o ideal é as empresas solicitarem testes práticos como complemento do processo de recrutamento.
Confira as 5 principais mentiras que os candidatos contam e que devem ser evitadas:
Idiomas
Dizer que é fluente em inglês e/ou espanhol, por exemplo, quando tem no máximo o nível intermediário. A empresa pode fazer testes orais durante a entrevista ou, pior, no dia a dia de trabalho esse nível de fluência pode ser cobrado e não entregue.
Salários
Dizer que ganhava mais no último emprego é uma mentira fácil de pegar. Afinal, os registros são feitos na carteira de trabalho ou contrato. É importante estabelecer sempre desde o início uma relação de confiança, evitando que seja abalada por uma informação falsa.
Habilidades e competências
Lembre-se: competências podem ser colocadas à prova durante testes ou apresentação de casos práticos durante o processo seletivo. Imagine-se ficar em situação extremamente desconfortável diante de quem poderia ser seu futuro líder!
Motivos da saída do emprego
Não precisa detalhar, mas não se deve mentir sobre a situação ou contexto que motivou sua demissão ou decisão de deixar o emprego. Até porque, essa informação pode ser checada. Basta um contato com o empregador anterior. Ética é um valor inegociável para muitas empresas.
Cargos anteriores
Muitos candidatos alteram o nome do cargo sem levar em conta as atribuições do dia a dia, e essa falta de conhecimento sobre a atuação na função pode ser facilmente identificada no processo seletivo.
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