
Mais de 500 páginas, com 1.600 nomes de mineiros ilustres e “coadjuvantes” da história distribuídos em mais de 300 anos de história. A vida dessas figuras históricas demorou quatro anos para ser pesquisada por um grupo de estudiosos com atuação em MG e, agora, está no “Novo Dicionário Biográfico de Minas Gerais: 300 Anos de História”.
O calhamaço editado pelo Instituto Cultural Amilcar Martins será lançado nesta segunda-feira (9), às 19h30, nos jardins internos do Palácio das Artes. Para aqueles mais “conectados” que não têm muita disposição para carregar ou manusear tanto papel, em breve, o material deve ser digitalizado e incluído no site do Instituto.
“Levou mais de quatro anos para fazer. São estrangeiros, brasileiros e mineiros que, de uma maneira ou de outra, tiveram atuação de vida com impacto sobre Minas Gerais”, pontua o professor Amilcar Martins, quem encabeça o louvável trabalho.
Quase todas as personalidades citadas no Novo Dicionário já morreram, com exceção dos governadores mineiros. Mas o trabalho caracteriza-se por não privilegiar apenas um grupo de figuras históricas – notáveis ou não. Tem gente de todo canto e grupo. Especialmente professores universitários e pesquisadores, “titulares do império”, empresários, escritores, artistas e jornalistas.
Porém, o mais interessante são as trajetórias de coadjuvantes em importantes situações. Ou seja, gente que teve o nome vinculado à linha do tempo meio que por acaso. Inácia Gertrudes de Almeida é um desses muitos casos. Sem data conhecida de nascimento ou morte, Inácia é citada nos livros de história porque “ajudou Tiradentes a encontrar abrigo para se esconder no Rio de Janeiro”.
Diz a história que, em 1789, o mártir da Inconfidência Mineira teria sido preso na casa de um homem que o abrigava. Em bom português, este homem, por estar “dando guarda a bandido”, também foi preso, juntamente com Inácia e a filha dela, por terem facilitado a situação. Inácia teve seus bens sequestrados pela Coroa Portuguesa.
Amilcar Martins diz que o livro tem caráter didático e que está sendo distribuído para escolas públicas e bibliotecas mineiras. “Ainda temos muitos nomes para incluir. Caberia em outros dois, três, quatro, cinco, quantos volumes quiséssemos. Não tem fim”, calcula.
Daí a importância de se digitalizar o material o que facilitaria a atualização e ampliação da grandiosa pesquisa.