
Entre os dias 14 deste mês e 17 de fevereiro, Belo Horizonte será ocupada por atrações que passarão a compor o Verão de Arte Contemporânea (VAC). A maior parte delas já acontece na cidade desde o ano passado, ou se apresentou por aqui em algum momento. O bacana é que essas atrações ganham do festival o aval de que são comprovadamente boas pedidas. São trabalhos que transitam pelas artes visuais, teatro, dança, moda, gastronomia, cinema, literatura e arquitetura.
Na sua 8ª edição, o evento investe na fotografia como novidade, incluindo no seu calendário exposições como “Esquizofrenia Tropical” (composta por 14 projetos produzidos por 16 autores de seis países sul-americanos), em cartaz no Museu de Arte Contemporânea, e “Paisagens Humanas, Paisagens Urbanas”, mostra do mineiro Chichico Alkmim (1886-1978).
Vida para a cidade
Segundo Ione de Medeiros, diretora artística do projeto, o VAC vem mantendo a diversidade da manifestação cultural, sua essência. “Inserimos a fotografia nas artes visuais, mesclamos músicos conhecidos com novos, trazemos para o público obras recentes (com circulação de no máximo dois anos) e não repetimos espetáculos. Cerca de 90% das atrações são de produção local”, afirma ela.
“O Verão traz cultura viva para a cidade e quem está aqui não precisa ir para uma cidade histórica para se divertir nos meses de janeiro e fevereiro, o que era muito comum até pouco tempo”, diz Ione.
O Inventário
Nessa edição, o VAC traz o tema “O Inventário”. “Apostamos na memória afetiva porque hoje as relações estão cada vez mais precárias. Você tem 5 mil amigos em rede social, mas, na vida, quantos são? Acredito que as pequenas coisas, esse cotidiano desimportante, que faz tudo ser de fato importante.
Ao todo, o VAC vai reunir 57 atrações nacionais e internacionais em 31 espaços culturais da capital. Foram investidos R$ 390 mil arrecadados pelas Leis de Incentivo à Cultura Municipal e Estadual. A programação completa você encontra no www.veraoarte.com.br.