A mesa de um bar inspira a música do mineiro Eduardo Pio

Patrícia Cassese - Hoje em Dia
Publicado em 17/05/2015 às 09:58.Atualizado em 17/11/2021 às 00:03.
 (Divulgação)
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Sem tempo ruim para Eduardo Pio. Pelo menos, desde o lançamento, dia 21 de março, de seu primeiro disco de carreira, “Conversas de Bar”, com 12 faixas inéditas. Como exemplo da boa repercussão, ele conta que enviou o CD, por meio da cantora Fabiana Cozza, para Marco Mattoli, líder do Clube do Balanço – que, por sua vez, fez uso de suas redes sociais para elogiar o trabalho. Ponto para o mineiro de 33 anos, que desde os 17 resolveu abraçar a música com força.

Bacharel em violão pela UEMG (2009), Pio é regente e diretor musical do grupo vocal Casa Voz (desde 2009), compõe o Canções de Brechó (violonista e arranjador), é guitarrista de jazz e de MPB, integra (como músico-palhaço-cantor) a ONG Trupcando em Sonhos BH e – ufa! – é sócio-proprietário do bistrô de música Atelier do Som, em Contagem.

CONVERSA FIADA

O disco “Conversa de Bar” está na ONErpm, distribuidora digital de músicas, e no Spotify, o que o fez receber um contato de uma distribuidora. “Disseram que os japoneses ouviram o disco e adoraram. Acredito que ainda tem muita coisa boa por vir”, diz o rapaz, que não se isenta de comentar algumas faixas. “A que representa o conceito do disco é ‘Conversa Fiada’, que fala de fofoca em um clima extrovertido... É uma música sem preconceito, que mostra o universo do bar. É o resumo do que o bar traz”.

E como o universo de bar remete também a futebol (“e em BH, Atlético e Cruzeiro estão sempre numa roda de conversa”), entra em cena “Cara do Gol”. Já “Cadê a Cátia” foi inspirada no malandro que, ao levar um fora, vai afogar as mágoas no bar.

GRATIFICANTE
 
Sobre os demais trabalhos, Eduardo também não economiza entusiasmo. “O Canções de Brechó é um projeto que adoro! É um quarteto, mas a formação vai se tornar voz, violão, percussão e oboé. São de 30 a 40 músicas (no repertório), de Dolores Duran, Cartola, Dalva de Oliveira, Nelson Gonçalves...”.

Já sobre o Trupcando em Sonhos, ele diz que é muito gratificante ajudar quem não tem condições de sair de uma cadeira de rodas, de um hospital ou de asilos. “Ao levar música e alegria, você transforma a vida dessas pessoas. Lá, sou o palhaço músico Zumzum Bidu. Componho música na hora com o nome das pessoas ou de situações que acontecem... Levo alegria, e isso é muito lindo”.
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