Como já havia mostrado em seu primeiro disco, “O Tempo Faz a Gente Ter Esses Encantos”, de 2013, Alvaro Lancelotti tem o samba como norte. Mas não esse ritmo comandado por pandeiro e cavaquinho que todos imaginam. A referência é o samba de forma mais ampla, o som popular de diversas partes do país, que ganha novos contornos ao dialogar com uma sonoridade mais contemporânea.
Em “Canto do Marajó”, seu segundo disco que será lançado n’A Autêntica amanhã, Alvaro vai além em sua proposta em unir o tradicional à inovação. “O primeiro disco é mais singelo, de canções, ficou em um lugar mais tradicional. O álbum novo tem a proposta de puxar mais para o contemporâneo, tem um pouco mais de ‘maldade’ no uso dos timbres, nas guitarras”, afirma o artista.
“Canto do Marajó’ é um disco mais calmo, que pede uma audição mais tranquila, mas que “não deixa de brincar com a sonoridade”, explica o artista, filho do compositor Ivor Lancellotti e irmão do baterista Domenico Lancelotti, que diz respeitar as pessoas que acreditam que o samba deve seguir caminhos tradicionais e não ter interferências, mas prefere fazer uma música com várias outras influências, sem se preocupar com pudores. “Existem várias formas de se fazer música popular. No grupo Fino Coletivo, nós tirávamos a canção de seu lugar tradicional e a levávamos para um contexto de festa”.
Ana Cláudia
Mãeana – Projeto solo performático de Ana Cláudia Lomelino, vocalista da banda Tono
Além do show de Alvaro, a noite n’A Autêntica conta com a apresentação da cantora Mãeana, que vai lançar o primeiro DVD, “Mãeana no MAM”.
Esse é o projeto paralelo da cantora Ana Cláudia Lomelino, vocalista da banda carioca Tono (além de esposa e companheira de palco de Bem Gil). Como Mãeana, ela não só explora novas músicas, como também figurino e performance.
Serviço: Alvaro Lancellotti e Mãeana n’A Autêntica (rua Alagoas, 1172), amanhã, às 22h. R$ 20 (antecipado) e R$ 25 (porta)