Artista plástico David Pampolini quer reunir mais relatos de crianças

Elemara Duarte - Hoje em Dia
Publicado em 05/11/2014 às 08:03.Atualizado em 18/11/2021 às 04:54.
 (David Pampolini)
(David Pampolini)

Você sabe de alguma criança na família que jura de pés juntos ter um “amigo imaginário”? Pois a história e os desenhos desse integrante especial do seu clã poderão entrar para um livro. Este é o projeto do artista plástico David Pampolini, que volta com a exposição “Meu Amigo Imaginário”, que agora entra em cartaz no Centro Cultural Alto Vera Cruz (rua Padre Júlio Maria, 1577), desta quinta-feira (6) a 29 de novembro.

“A Bárbara é uma criança loira, cabelo enrolado. Ela sempre está de chinelo rosa, blusa branca, vestidos azul e usa batom rosa, que ela pega escondida da minha mãe. Ela faz várias travessuras, como fingir que está dormindo, bagunçar o uniforme da Flavinha”, diz o artista.

Bárbara é uma menina que faz parte da trupe de amigos imaginários de outro grupinho, neste caso, formado por seis crianças bem reais, entre 6 e 8 anos, que Pampolini entrevistou para a exposição.

O resultado deste contato deu origem a uma das instalações da exposição. “Há um livreto sobre o assunto com os depoimentos e as ilustrações destas crianças”, descreve Pampolini. E é a partir deste livro que o artista plástico pretende fazer a tiragem maior, com mais personagens.

O livro fica exposto para uma leitura rápida. No mesmo ambiente, estará disponível a chamada “caneta invisível” para que os visitantes escrevam nas paredes e móveis brancos da instalação. Apenas com a luz negra acesa é possível ver os traços. Nisso está uma alusão ao que os pequenos vivem – afinal, somente eles veem seus amigos etéreos.

História

A mostra esteve até setembro no Plug Minas, no Horto, ficou ainda em exposição coletiva na Funarte MG, na Floresta, e agora segue para o Centro Cultural do bairro Alto Vera Cruz. O trabalho começou no ano passado depois que o artista plástico conheceu uma criança, filha de um conhecido dele, que dizia ter um “amigo invisível”. “Não tive um amigo imaginário. E o meu despertar foi assim. Quero encontrar outras crianças com esses amigos para completar o livro. Os psicólogos dizem que é um fenômeno natural. Com o tempo, elas se despedem deles”.

Veja mais em davidpampolini.concatena.org

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