
Com personalidades bem trabalhadas e novo visual, os irmãos répteis Leonardo, Raphael, Donatello e Michelângelo retornam aos cinemas no bem-humorado longa “As Tartarugas Ninja”, que estreia nesta quinta-feira (14).
Após duas décadas estrelando desenhos e animações, os personagens adolescentes agora voltam a protagonizar uma saga vivida por atores, ainda que a produção não economize na computação gráfica.
Do mesmo produtor da saga “Transformers” (Michael Bay) e do mesmo diretor de “Fúria dos Titãs 2” (Jonathan Liebesman), o filme incorpora a estética dos games em cenas de muita ação e efeitos especiais, mas não perde a oportunidade de explicar a origem dos mutantes.
A conexão deles com a jornalista April O’Neil, vivida pela pouco expressiva Megan Fox, também é explorada.
Os grandes vilões são o maligno Destruidor e o chamado Clã do Pé, grupo que executa uma sequência de crimes em Nova York.
Criadas no isolamento de uma rede de esgoto, pelo rato Splinter, as simpáticas criaturas mutantes que voltaram a ser sensação na TV após o sucesso do desenho dos anos 1990 – dominam as técnicas do kung-fu.
Desta vez, porém, o quarteto consome a cultura pop americana com a mesma gula com que devora pedaços de pizza. O rap, especificamente, é a mais saborosa fatia dessa receita de massa.
Não é de se espantar que desse repertório atualizado saiam as boas tiradas do filme que cria situações cômicas até mesmo quando as vidas das tartarugas estão em risco.
O bonachão Michelangelo é responsável por grande parte das piadas. Já Leo carrega a seriedade necessária ao líder do grupo, que fica completo com o nerd Donnie e com o prático Rapha, ainda mais ranzinza.