Sidney Magalhães não se veste de maneira extravagante e não carrega o comportamento, cheio de trejeitos, de Sidney Magal. Mas se tem uma coisa que os dois, criador e criatura, têm em comum é a alegria de viver.
“O que eles representam são a vibração, o alto astral. Somente coisas muito positivas. E ver isso levado aos filmes que faço me deixa muito contente”, observa o cantor, que exibe ótima memória ao passar em desfile os personagens que interpretou.
Ao comentar a participação em “Magal e os Formigas”, que estreia na próxima semana, ele vai até 1979, quando estrelou “Amante Latino” (título de uma de suas músicas mais famosas), cinebiografia romantizada que traz muitas relações com o novo longa.
“Naquele filme eu era um cigano que virou cantor de sucesso. Ele faz um show beneficente para salvar um acampamento cigano ameaçado por construtoras, muito parecido com o que eu fiz agora, em que tento salvar uma família”, compara.
No trabalho mais recente, Magal vive ele mesmo, inspirador de uma mudança na vida de um sexagenário desiludido. “Essa mudança ocorre a partir do que minha personalidade artística transmite. Aliás, daquilo que todos os artistas passam através de sua música”, assinala.
É essa “coisa boa” que ainda cativa novas gerações de fãs, segundo Magal, que cita as recorrentes apresentações em formatura de faculdade como um exemplo. “A garotada começa a cantar ‘Me Chama que Eu Vou’ e ‘Meu Sangue Ferve por Você’ como se fossem atuais”, registra.
E se a palavra é animação, nada mais natural do que ser convidado para dublar desenhos como “Happy Feet” e “Meu Malvado Favorito”, em que dá voz a um personagem com um M no peito. “(As dublagens) são deliciosas. Aceitaria fazer até o fim da vida”, avisa.
Assim que conheceu Magali, em um show, Magal fez uma declaração de amor, aos prantos. Essa história vai virar filme
Haja amor
E vem muito mais Magal por aí, já que 2017 está reservado para as comemorações dos 50 anos de carreira. “O planejamento está sendo feito com muita dedicação, porque certamente não vou comemorar um século de carreira. Tem que aproveitar agora”.
O ano festivo será marcado por show no Parque do Ibirapuera, lançamento de DVD, biografia autorizada e, como não poderia deixar de ser, um filme (“O Amor Não tem Hora para Chegar”), que contará a história de amor à primeira vista de Magal e Magali, casados a 37 anos.
“O contrato foi fechado e o Paulo Machline (diretor de ‘O Filho Eterno’, em cartaz) está roteirizando. Agora estamos pensando nos atores que irão nos interpretar”, adianta o artista, que define sua vida a dois como um conto de fadas. “E uma história muito positiva que fará as pessoas acreditarem no amor”.