Belo Horizonte é cidade-piloto no debate sobre a nova Agenda 21

Cinthya Oliveira - Hoje em Dia
Publicado em 22/10/2014 às 08:41.Atualizado em 18/11/2021 às 04:42.
 (Eugênio Moraes/Hoje em Dia)
(Eugênio Moraes/Hoje em Dia)

Em 2004, um documento foi desenvolvido em Barcelona, Espanha, com diretrizes para melhoramento de políticas públicas em todo o mundo, chamada de Agenda 21. Dez anos depois, viu-se a necessidade de pensar em alterações no documento a partir de debates e análises que vêm sendo desenvolvidos desde o início do ano.

Parte desse processo acontece de forma prática a partir do acompanhamento de oito cidades-piloto presentes em países democráticos. Belo Horizonte foi a única brasileira escolhida para a experiência.

Para conhecer de perto as políticas públicas municipais voltadas para a cultura, esta semana a cidade está recebendo o espanhol Jordi Baltá Portolés, consultor externo da organização mundial Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU) – a organização responsável pela nova Agenda 21 da Cultura.

Até sexta-feira, ele vai conhecer equipamentos culturais da cidade e conversar com agentes e sindicatos do setor (o principal encontro acontece esta noite). Ao final, ele vai escrever um documento descritivo sobre a realidade da capital e outro com sugestões e observações para que o município melhore seu trabalho nessa área.

Especialista da Unesco/União Europeia sobre governança da cultura em países em desenvolvimento, Portolés afirma que a cultura é uma das dimensões fundamentais do desenvolvimento sustentável de uma comunidade, pois pode estar relacionada à inclusão social, educação, saúde, meio ambiente e outros pilares de uma administração pública.

“O setor cultural hoje é reconhecido como importante para o desenvolvimento econômico. O crescimento da economia criativa aconteceu em nível internacional”, afirma o especialista. “Pela cultura, jovens encontram motivação em seu processo educacional e, ao longo do tempo, aquela vivência pode se tornar uma oportunidade profissional”.

Portolés cita exemplos de cidades que tiveram desenvolvimento econômico por conta do investimento em cultura: Barcelona, Bilbao (cidade espanhola que recebe em março de 2015 uma conferência internacional sobre a nova Agenda 21), Glasgow (Escócia), Medelín (Colômbia), Cidade do México e Lion (França).

Por meio da CGLU, as mais de 500 cidades participantes podem mostrar suas experiências e aprender com a vivência de outras localidades. “Cada cidade faz a adaptação de acordo com a sua realidade”, diz o consultor.

Seminário sobre Agenda 21 no Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586), nesta quarta, às 19h.
 

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