Caixa com 23 discos apresenta 'Star Trek' para as novas gerações de fãs

Paulo Henrique Silva
phenrique@hojeemdia.com.br
Publicado em 14/08/2016 às 15:31.Atualizado em 15/11/2021 às 20:22.
 (Paramount / Divulgação)
(Paramount / Divulgação)

Quem conheceu “Star Trek” com Chris Pine como o capitão Kirk e Zachary Quinto na pele do vulcano Spock terá a chance de ver os atores que deram origem a uma das sagas de ficção científica mais celebradas do cinema e da TV. O cenário pode ser pobre e os efeitos nem tão especiais assim, mas é inegável o charme e a ousadia do elenco da série original, exibida pela primeira vez numa noite de 8 de setembro de 1966, na NBC.

Todos os 79 episódios do programa criado por Gene Roddenberry, um ex-piloto da Segunda Guerra, estão reunidos numa caixa em DVD, recém-lançada pela Paramount. São 23 discos ao preço de R$ 199,90, um valor módico para os aficionados acostumados a importar bonequinhos, livros, roupas e máscaras das centenas de personagens que apareceram na série e nos seus derivados.

Curiosamente, apesar de ter dado o pontapé, “Star Trek” foi considerado um fracasso na época da exibição, sendo interrompido na terceira temporada. Foi o cinema (e depois as várias séries com tripulações de outras épocas) que ressuscitou as aventuras da nave Enterprise, “indo aonde nenhum homem jamais esteve”, com os mesmos atores da tripulação: William Shatner (Kirk), Leonard Nimoy (Spock), George Takei (Sulu), Nichelle Nichols (Uhura), DeForest Kelley (Magro), Walter Koenig (Chekov) e James Doohan (Scotty).

Na série vimos a construção de uma bela amizade entre Kirk e Spock, além de lições valiosas sobre respeito a outras culturas e a temas que, na época, não tinham nenhuma visibilidade, como ecologia. O preconceito racial foi combatido com o primeiro beijo interracial da TV, entre Kirk e Uhura. Sem falar que a ponte de comando tinha um russo, quando a Guerra Fria ainda estava no auge.

Preciosidades
Na temporada inaugural da série, os fãs tomarão contato com a primeira aparição de vilões como os klingons (“Errand of Mercy”), os romulanos (“Balance of Terror”) e de Khan (“Space Seed”), revivido por Ricardo Montalban no segundo longa-metragem. 

Outro destaque é “The City on the Edge of Forever”, vencedor do prêmio Hugo, entregue anualmente pela World Science Fiction Society para a melhor realização em trabalhos de fantasia ou ficção científica.

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