
O título do disco é instigante: “Medo e Força”. A própria cantora, Tatiana Dauster, explica: “Estou falando de algo que sentimos. Passamos de um estado a outro, experimentamos o medo, logo depois a força. Temos nosso lado mais obscuro, nossa porção masculina e a feminina, um lado completa o outro. Falo de transformação também. É, ainda, o título da música que abre o disco, mas também é algo que queria sublinhar, que é de todos nós”, diz a moça, em, entrevista ao Hoje em Dia.
Para quem não a conhece, as apresentações: Tatiana trabalhou como backing vocal da banda Acabou La Tequila. Na sequência, deu start à carreira solo, lançando o primeiro disco, que levava seu nome, com produção de Pedro Luís. Em 2004, veio o segundo rebento, produzido por Celso Fonseca. As páginas seguintes de sua biografia, localizam Tatiana embarcando para a Europa, a bordo do projeto “Flux”, que a levou ao palco de casas de shows de Paris, Londres e Barcelona – e mesmo no festival Roskild, na Dinamarca. “A experiência foi rica no sentido de ver outras culturas, costumes, temperaturas, da distância de casa, de você ter que se virar num lugar estranho, enfim. Você volta com o olhar mais distanciado do mundo e abre sua cabeça, e isso, claro, se reflete no seu som e na sua forma de ser”, especifica a moça, que, no caso desse disco, começou a brincar de produzir no software Reason em 2005.
“Por aí... Tinha o embrião de algumas músicas, como ‘Parei, Percebi’, ‘Não me Venha Falar’ ... Outras são mais novas, como ‘Às Vezes’, ou a já citada ‘Medo e Força’. Fui mostrando para o (produtor) Alexandre Kohl e fomos desconstruindo algumas canções e as reconstruindo. Me inspirava em escritos que tinha na gaveta para completar. E tem música que fiz em Paris (referindo-se a ‘Ouça’) e o (compositor) Marcus Paulista completou à distância. Usei vários recursos”.
“Às Vezes” já estava pronta quando a cantora foi assistir a um show de Otto, no Circo Voador. Encantada com a performance do pernambucano, não titubeou: convidou o moço que, animado, deu o toque final à faixa, agora revigorada. Outra participação do disco é a do rapper radicado nos EUA MC Zulu.