César Lacerda e Romulo Fróes lançam disco no Cine Brasil

Cinthya Oliveira
cioliveira@hojeemdia.com.br
Publicado em 22/11/2016 às 17:19.Atualizado em 15/11/2021 às 21:46.

A Mostra Cantautores foi a ponte para que César Lacerda e Romulo Fróes se tornassem parceiros e amigos. Enquanto o primeiro era curador do evento belo-horizontino no ano passado, o segundo foi um dos convidados. Meses depois, César fez um show na Casa de Francisca, em São Paulo, e convidou Romulo para um dueto. A intenção ali era dividirem parceria em duas músicas, mas a liga entre eles foi tão boa, que já fizeram 21 músicas juntos.

Parte dessas parcerias está no álbum “O Meu Nome É Qualquer Um” (YB), que os dois apresentam amanhã, no Cine Theatro Brasil. “Eu e o Romulo somos apaixonados pela música brasileira. E eu penso que esse nosso disco é uma espécie de elogio à canção brasileira. Passeamos com gosto pelas mais diversas referências que a MPB carrega”, afirma César, que gosta de instrumentação mais elaborada em sua carreira solo, mas aqui topou a sugestão do amigo para que o álbum fosse mais focado nos sons de violões – contando também com Rodrigo Campos.<EM></CW>

Novo masculino

O processo de parceria entre eles funciona assim: a cada momento um manda uma melodia para o outro colocar a letra. Conforme trocavam textos, percebiam que estavam na mesma sintonia, dando um novo olhar para o papel social do homem. 

“Um dia, com relativa pressa na hora do almoço, peguei o violão e fiz a melodia da canção título. Enviei para o Romulo. De noite, chegou a letra, que já continha nesse enigmático título a sugestão de possível nome para o disco. Mais do que isso, ela continha os elementos que sustentavam os argumentos que eu e o Romulo vínhamos nos baseando para a dramaturgia do disco, o desejo de falar sobre o ‘novo masculino”, exemplifica o músico que nasceu em Diamantina, morou em Belo Horizonte, passou pelo Rio de Janeiro e hoje está em São Paulo.

A vivência na mega-lópole acaba influenciando seu trabalho. “É fato que a cidade influencia a obra, a cidade e as pessoas. Este disco é reflexo da minha chegada na cidade. Eu suponho ser o meu álbum mais paulistano. E por isso mesmo, em igual medida, ou desmedida, o mais mineiro do Romulo”.

Serviço: César Lacerda e Romulo Fróes no Teatro de Câmara do Cine Brasil (Praça 7), amanhã, às 20h30. Por R$ 20 e R$ 10 (meia)

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