ACERVO PRÓPRIO

Com 150 obras, mostra no Palácio das Artes traça panorama da produção contemporânea brasileira

Exposição "Seria uma rima, não seria uma solução" ocupa quatro galerias com pinturas, desenhos, esculturas, fotografias, instalação e mais

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Publicado em 10/06/2026 às 21:18.Atualizado em 10/06/2026 às 21:46.
Série Amadoras, de Leíner Hoki (Bianca Leiva Rosa e San Marino Batista/ DIVULGAÇÃO)
Série Amadoras, de Leíner Hoki (Bianca Leiva Rosa e San Marino Batista/ DIVULGAÇÃO)

Pinturas, desenhos, esculturas e fotografias são parte dos 150 trabalhos do acervo próprio que o Palácio das Artes exibe até 6 de setembro, em uma das ações para marcar os 55 anos do espaço cultural. A mostra “Acervo Palácio das Artes – seria uma rima, não seria uma solução” ocupa quatro galerias e já pode ser conferida, de terça a domingo, com entrada gratuita. Com curadoria de Uiara Azevedo e design artístico e visual de Flávio Vignoli, resgata a história das artes visuais no local e traça um panorama da produção contemporânea brasileira.

A exposição reúne nomes fundamentais das artes plásticas em Minas e no Brasil, incluindo artistas da primeira geração da Escola Guignard, como Maria Helena Andrés, Sara Ávila e Yara Tupynambá. Contempla ainda produções de Amilcar de Castro, Genesco Murta e Pedro Moraleida, artistas que dão nome às galerias do Palácio das Artes, reafirmando a importância de suas contribuições para a história das artes visuais no Estado.

Com eixo curatorial “Ontem, hoje e sempre”, o projeto parte do entendimento do Palácio das Artes como uma instituição fundamental para o fomento, a formação e a democratização do acesso às artes visuais, reafirmando seu papel público e histórico na cena cultural brasileira.

Gerente de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado, instituição gestora do Palácio das Artes, por 10 anos, Uiara Azevedo lembra que o local foi o primeiro em Belo Horizonte a dar espaço a novos artistas e sempre se manteve atento às transformações da arte brasileira, articulando memória, permanência e atualização. 

“É interessante pensarmos na mostra não somente como a celebração de um legado, mas como, em si mesma, um novo capítulo dessa história”, diz.

O título da exposição, “seria uma rima, não uma solução”, vem do poema “Sete Faces”, de Carlos Drummond de Andrade, e acompanha a curadoria que não busca oferecer respostas ou explicações, mas apresenta a arte como experiência e cada obra como uma “rima”, capaz de estabelecer relações com outros trabalhos, com o espaço expositivo e com o público.

Serviço

Exposição “Acervo Palácio das Artes – seria uma rima, não seria uma solução”

Quando: até 6 de setembro

Horários: Terça-feira a sábado, de 9h30 às 21h; domingo de 17h às 21h

Local:  Palácio das Artes - Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – BH

Classificação indicativa: Livre

Entrada gratuita

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