Com canções de Tim Maia, 'Chama o Síndico' lança primeiro disco da carreira

Jéssica Malta
Publicado em 22/07/2019 às 08:26.Atualizado em 05/09/2021 às 19:38.
 (Renata Chamilet/Divulgação)
(Renata Chamilet/Divulgação)

Com amplificadores improvisados na caçamba de uma caminhonete e em uma bicicleta, o bloco Chama o Síndico começou a ocupar as ruas de Belo Horizonte no Carnaval de 2012. Entoando músicas de Tim Maia e Jorge Ben Jor, o bloco conquistou o público, arrastando milhares de pessoas ao longo dos anos no Centro da capital. Agora, quase oito anos depois do surgimento, a banda derivada do bloco lança “Um Dia Eu Chego Lá”, primeiro disco da carreira.

Fazendo uma homenagem a Tim Maia, o álbum reúne dez canções do cantor, dentre elas as clássicas “Me Dê Motivos” e “Canário do Reino” e, também, alguns “lados B”, como a faixa que da título ao disco, parceria com o rapper mineiro Matéria Prima, lançada como single na última quinta-feira. 

“Quando lançamos essa música, muita gente achou que era nossa, porque não conheciam a canção. É importante mostrar esse lado do Tim Maia que não é conhecido por tanta gente e mostrar a nossa pesquisa em cima das músicas dele”, destaca Zé Mauro, vocalista e guitarrista da banda. 

Para ele, a releitura de canções mais populares de Tim Maia também é oportunidade para apresentar ao público mais jovem os grandes sucessos do cantor, um dos maiores ícones da música popular brasileira. 

“Tem muita gente que não conhece as músicas mais famosas dele. Não sei se a nova geração busca muito as coisas mais antigas, então é importante também trazer essas canções”, pontua. 

Desafios

Zé Mauro conta que o disco começou a ser produzido no meio do ano passado, quando os 11 integrantes da banda começaram a escolher o repertório. “Esse foi o primeiro desafio, porque são várias e várias músicas incríveis do Tim Maia. Tivemos que fazer uma votação porque estava difícil escolher”, lembra.

Dar nova roupagem a canções já consagradas por Tim Maia também não foi fácil. “São músicas que já têm arranjos incríveis na forma original. Foi um desafio colocar essa cara nova sem que elas perdessem com isso”, confessa.

Na releitura assinada pela banda, as canções de Tim Maia ganham arranjos baseados em ritmos brasileiros e também trazem uma mistura com o rap, com participações de nomes como BNegão em “Terapêutica do Grito”, Kainná Tawá em “Guiné Bissau Moçambique e Angola”. 

"A gente sempre valorizou muito a cena do rap de BH e do Brasil, então queríamos um pouco disso com a gente”, explica Zé Mauro.

Planos

Apesar de levar às ruas e para os discos canções de Tim Maia, a banda tem planos de lançar canções autorais. “Temos bons compositores na banda. Estamos pensando em soltar músicas nossas”, adianta o músico. 

Disco foi lançado no sábado na Virada Cultural de BH. No show, a banda teve como uma das convidadas a carioca Fernanda Abreu. 

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