Com Lima Duarte e Wagner Moura, "A Busca" fala sobre o poder da reconciliação

Elemara Duarte - Hoje em Dia
Publicado em 15/03/2013 às 15:44.Atualizado em 21/11/2021 às 01:55.
 (Globo Filmes/Divulgação)
(Globo Filmes/Divulgação)

O caminho para chegar ao perdão é longo, cheio de pedras, mas promete leveza. “A Busca”, drama protagonizado por Wagner Moura, que estreia nesta sexta-feira (15) nos cinemas, fala dessa trajetória árdua mas necessária para evoluirmos e engolirmos o orgulho nosso de cada dia. No filme, ponto sempre positivo para a atuação do experiente Lima Duarte, que faz o papel de “Sal”, pai do personagem principal.

Sim, o perdão é necessário. Quem há de duvidar? O médico Theo insiste nisso. Ele é o personagem de Moura. Mas, Pedro, o filho dele, interpretado por Brás Antunes, dá um “chega pra lá” em sua doentia certeza. O jovem ator é filho do músico Arnaldo Antunes.

A historinha: no fim de semana que completaria 15 anos, Pedro viaja e some. Então, Theo cai na estrada para seguir as pistas do guri “revolt”.

Mandato marital

Na micro-família tipicamente urbana, Theo acaba de receber “um pé no traseiro” de sua digníssima Branca, interpretada por Mariana Lima. Como esperado, ele não aceita o fim do seu mandato marital. No fundo daquele coração de homem bem-sucedido, há também um garoto amargurado pelas lembranças de um pai que abandonou a família, e isso complica tudo.

Já o menino fujão tem “cabeça de artista” e como um príncipe abnegado montado num cavalo caminho afora, toca pessoas com sua sensibilidade em favelas, festas rave, vilas...

Mas Pedro quer mesmo é encontrar o avô, pai de Theo, com quem vem trocando cartas e desenhos como escape de sua vida onde não é ouvido.

Theo e Branca descobrem a ligação. O mais estranho é como um pai que está com o filho desaparecido sequer dá um telefonema para o 190... Deixando o Sherlock Holmes “baixar”, Theo resolve as coisas do seu desastrado jeito, garantindo pitadas de humor na trama.

Cortando da lista

Não queremos ter filhos revoltados e perdidos por aí. Não queremos pais e chefes tiranos. Mas as escolhas por serem “assim ou assado” é dos outros. O único poder que temos é de tirar a pedra da amargura do nosso peito depois da decepção.

A dica de autoajuda do dia é: essa pedra, a que nos apegamos tão inutilmente como Theo o faz no filme, deixa o abraço no outro mais desconfortável. Tirá-la do peito é “a busca” mais imprescindível de todas. Isso, aqui, é coisa de cinema, mas certamente, é também da vida real.

Confira o trailer:
 

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