
O calor de 30 °C no bairro Castelo, na região da Pampulha, marca a tarde de desfile do bloco Baianeiros neste domingo (15), em Belo Horizonte. Em meio ao cortejo, a foliã Danielle Guimarães circula de roupão rosa, biquíni colorido e óculos escuros, com acessórios que remetem ao verão, em uma proposta que faz referência ao ambiente praiano.
Segundo Danielle, a escolha da fantasia busca aproximar o clima do mar da realidade mineira. “Minas não tem mar, então é pra trazer essa energia para mais perto. A gente passa o protetor e já vem aquele arzinho de mar na cabeça. Não tem coisa melhor do que pular o Carnaval sentindo aquele cheirinho de mar, aquela brisinha gostosa”, afirmou.
Ao lado dela, Carlos Vogas acompanha o desfile de sunga, toalha no ombro, touca de banho e colar colorido. “Carnaval é isso: diversidade, alegria”, disse. Danielle acrescentou que a escolha também levou em conta a praticidade. “Às vezes a gente está na correria do dia a dia e não consegue elaborar uma fantasia muito complexa. Assim é prático, confortável e combina com o calor”, explicou.
O Baianeiros surgiu da proposta de unir referências da musicalidade da Bahia à identidade mineira e se consolidou entre os blocos do Carnaval da capital. O repertório reúne axé, pop, forró, MPB e música mineira, com a proposta de levar a ideia de “Bahia dentro de Minas” às ruas da cidade.
Em 2026, o bloco desfila em dois dias oficiais e apresenta a música inédita “O Amor Chegou”, além de canções do DVD “Ao Vivo”, gravado no bairro Castelo, enquanto o cortejo segue pelas ruas da região.
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