AZAR OU SORTE?

Desfile do bloco Fúnebre no Carnaval de BH cai na sexta-feira 13 e inspira fantasias e repertório

Personagens como Loira do Bonfim e o Capeta do Vilarinho têm sido escolhidos como temas de fantasia para o desfile, que celebra os 13 anos do grupo

Gabriela de Castro*
gabriela.castro@hojeemdia.com.br
Publicado em 09/01/2026 às 17:26.Atualizado em 13/02/2026 às 12:35.
Com o tema “Ô Sorte”, Bloco Fúnebre vai celebrar os 13 anos do grupo (Ronaldo Alves/ Divulgação)
Com o tema “Ô Sorte”, Bloco Fúnebre vai celebrar os 13 anos do grupo (Ronaldo Alves/ Divulgação)

Tradicional na folia de Belo Horizonte, o bloco Fúnebre ganha um tom ainda mais temático em 2026. O cortejo, que anualmente marca presença nas madrugadas das sextas-feiras que antecedem o feriado de Carnaval, caiu no dia 13 de fevereiro.

O desfile na avenida Afonso Pena, saindo da Praça da Bandeira e seguindo até a Praça Milton Campos, no bairro Cruzeiro, região Centro-Sul, “brincará” ainda mais com temas como o misticismo, o terror e assombrações (elementos que já fazem parte da essência do grupo), prometendo fantasias inusitadas e um repertório especial.

Com o tema “Ô Sorte”, o cortejo no dia 13 também celebra os 13 anos do grupo. Leo Lima, fundador do bloco, explica que o nome do desfile subverte a ideia da sexta-feira 13 ser uma data de azar. “Quando vimos que ia cair em uma sexta-feira 13 foi inegável, já veio pronto o tema porque pensamos ‘que sorte a nossa’, porque a data é a cara do bloco”.

A coincidência gerou um ambiente fértil para a criação de fantasias, tanto para os membros do bloco quanto para os foliões. Leo relata que já surgiram diversas ideias de caracterização inspiradas em figuras de terror, personagens folclóricos (como Saci, Cuca e Mula Sem Cabeça) e até crendices populares, já que o tema dialoga com os azares relacionados à sexta-feira 13.

“Então já tem gente querendo fantasiar de chinelo virado de cabeça pra baixo (superstição que pode significar azar, desordem ou até a morte da mãe de quem usar) e manga com leite (que faria mal, conforme a crendice). Como é que a pessoa vai fantasiar de manga com leite eu já não sei”, conta o fundador do bloco, aos risos. 

Além disso, a mitologia de Belo Horizonte também tem ganhado destaque entre os frequentadores do bloco. Segundo Leo, personagens como a Loira do Bonfim, o Capeta do Vilarinho e a Moça Fantasma têm sido escolhidos como temas de fantasia. “O Fúnebre já tem essa coisa do público ir muito fantasiado, provavelmente por ser à noite e o pessoal não ‘derreter’ tanto”, explica Leo. “Então, vai dar para o pessoal investir pesado nessas fantasias”.

Repertório do Fúnebre terá Secos e Molhados e Iron Maiden

O clima de sexta-feira 13 influenciou também a seleção do repertório do Bloco Fúnebre neste ano. As escolhas musicais vão desde “O Vira”, dos Secos e Molhados, até “Fear Of The Dark”, do Iron Maiden. Porém, a versão da canção internacional será em tom de marchinha carnavalesca, estilo musical que vai protagonizar o desfile em 2026. “A nossa maior bandeira é a música brasileira, então outra coisa que a gente prezou foi a maior quantidade de marchinhas de Carnaval tradicionais esse ano”, afirma Leo.

Outra novidade é que, desta vez, a concentração do bloco na Praça da Bandeira vai começar mais cedo do que o habitual, por volta das 21h. Segundo Leo, a decisão foi tomada para que o público possa aproveitar a música por mais tempo, enquanto o trio ainda estiver parado. Já a saída, segue prevista para 00h, com dispersão marcada para 3h.

*Estagiária, sob supervisão de Renato Fonseca

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