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Di Ferrero celebra maturidade artística e emocional no álbum “SE7E”, lançado nesta quinta-feira (21)

Com três faixas inéditas, disco amplia fase artística do ex-vocalista da banda NX Zero abordando términos, confusão emocional e inquietação com a passagem do tempo

Gabriela de Castro*
gabriela.castro@hojeemdia.com.br
Publicado em 21/05/2026 às 19:00.Atualizado em 21/05/2026 às 19:06.
Ao Hoje Em Dia, músico conta detalhes sobre o processo de produção do novo álbum, o "SE7E" (@cesinha)
Ao Hoje Em Dia, músico conta detalhes sobre o processo de produção do novo álbum, o "SE7E" (@cesinha)

Ex-vocalista da banda de rock NX Zero, o cantor Di Ferrero lança nesta quinta-feira (21) em plataformas digitais o álbum “SE7E”. Material bruto para as composições do artista (tanto nos trabalhos com o extinto grupo, quanto na carreira solo), as emoções ganham um tom mais lapidado e direto no novo disco. Trabalho abraça a própria vulnerabilidade do artista em momentos da vida e aposta em uma sonoridade orgânica, com menos interferência digital.

“Acho que hoje, com 40 anos, consigo ser um pouco mais objetivo em transformar esses sentimentos no que eu quero dizer”, explica, em entrevista ao Hoje em Dia. “Claro que falo de coisas que mexem comigo, mas que talvez não me afetem como afetavam antes. Eu era muito intenso o tempo inteiro, acho que agora consigo ‘vomitar’ o que eu estou sentindo na música e depois vou acertando o que quero dizer”, pondera, ressaltando as conquistas da maturidade artística e emocional.

Em “SE7E”, o cantor e compositor sul-mato-grossense apresenta três músicas inéditas, que se somam a seis canções lançadas em EPs anteriores, além de uma faixa instrumental e outra em versão ao vivo.

Capa de "SE7E", novo álbum de Di Ferrero (Divulgação)

Vulnerabilidade lapidada pela maturidade emocional

Em cada uma das três faixas, o artista aborda um tema que já aparece nas músicas anteriormente lançadas, a vulnerabilidade. Em “Deixa Sonhar”, parceria com a cantora curitibana Jenni Mosello, Di reflete sobre a inquietação sobre a passagem do tempo.

Já em “Fim do Mundo” e “Cuida”, o músico fala sobre o término de um relacionamento, transformando em música os sentimentos de desgaste emocional, confusão, dor, solidão e luto. “As ideias para todas as composições deste álbum tiveram início a partir de gatilhos reais”, explica Di. “Algumas são mais doídas e outras são mais pra cima.” 

Sonoridade orgânica e referências musicais

Outro aspecto destacado pelo artista no novo trabalho é uma sonoridade com mais presença de instrumentos e arranjos naturais, e com menos detalhes produzidos por computador. “É algo muito legal num mundo tão tecnológico o disco estar mais ‘tocado’”, destaca.

Para o artista, a opção pela musicalidade mais natural tornou-se até inusitada em meio às inovações promovidas pela tecnologia. “Vejo que a galera ama isso. Uma parada mais orgânica para a música virou algo muito moderno”.

Questionado sobre as referências musicais que inspiram a nova produção "mais introspectiva", ele citou, curiosamente, Turnstile (banda norte-americana de rock hardcore), e bandas nacionais, como Terno Rei e Lagum”. E acrescenta: “Tem um som que eu sempre deixo rolando, que chama Hermanos Gutiérrez. São dois guitarristas que ficam tocando, então isso me influenciou muito. Tem o Leon Bridges, que é um cara de quem eu sou muito fã, Michael Kiwanuka… tem muita gente.”

*Estagiária, sob supervisão de Iracema Barreto

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