Dois livros, um papo e um chá com Ana Miranda

Elemara Duarte - Hoje em Dia
Publicado em 26/05/2014 às 08:04.Atualizado em 18/11/2021 às 02:44.
 (Drawlio Joca)
(Drawlio Joca)

Nos livros, a escritora Ana Miranda já se “envolveu” com gente do “naipe” de Gregório de Matos (1636-1696), em “Boca do Inferno” (Prêmio Jabuti, Revelação, no final de 1980); ou Augusto dos Anjos (1884-1914), em “A Última Quimera”. Agora, ela “chama para um papo” José de Alencar, cearense como ela e romancista também, mas do século 19, em “Semíramis”. É “a bordo” deste livro que Ana chega ao “Sempre Um Papo” desta segunda-feira (26), às 19h30, na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena. 1.534). O evento é gratuito.

Mesmo sendo uma ficção, o livro, da Companhia das Letras, é inspirado nos resultados de pesquisa sobre a vida e obra do autor de “O Guarani” (1857), contada pela voz de duas irmãs: Iriana e Semíramis.

Mas, por que José de Alencar, agora? “Foi ele que me escolheu. Ele mergulhava nos conflitos, gostava de criar polêmicas, tanto na política quanto na literária. Admiro-o por isso”, revela Ana. Mesmo com esta agitada vida, à Ana, o que realmente interessou foi o lado humano de Alencar. “Aquele menino, o Cazuzinha”, diz ela, sobre um termo tipicamente nordestino que significa “moleque” e que ela usa no livro.

Aos 62 anos, Ana Miranda diz que, quando escreve, é “a personagem escrevendo para si mesma”. “Às vezes, elejo como meu leitor fictício algum escritor, como o Guimarães Rosa, quando estou com medo, porque ele foi de uma coragem extrema. Vivo conversando com fantasmas”, comenta.

Einstein no papo

“O Peso da Luz: Einstein no Ceará” (Armazén da Cultura), livro de Ana Miranda lançado no ano passado, também entra na conversa de hoje à noite.

“‘O Peso da Luz’ é uma história que corre na minha família e mamãe sempre a repete”, pontua. Um tio de Ana da Paraíba, inventou nos anos 1930 um controle remoto, e cedeu os desenhos a um viajante alemão, que prometeu patentear o invento. “Mas ele desapareceu com os esquemas. Foi uma consternação para a família”, lembra.

Livros históricos marcam lançamentos

A história do Colégio Arnaldo e a peculiar arquitetura da tricentenária São João del-Rei são os temas de outros dois lançamentos de livros, no caso, históricos, que marcam a noite de hoje.

O livro “Colégio Arnaldo 100 Anos: Patrimônio Educacional e Cultural de Belo Horizonte” tem cerimônia de lançamento às 19h30, no auditório do próprio Colégio (praça João Pessoa, 200, Funcionários). No local, também será entregue a pintura da fachada do histórico prédio.

Organizado pelo advogado e ex-aluno da instituição João Guilherme Porto, o livro ricamente ilustrado cita também passagens pela instituição de outros ex-alunos que se tornaram personalidades brasileiras. Os escritores Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade, o músico Fernando Brant e o médico Ivo Pitanguy estão na lista.

Outra boa reunião fotográfica é o livro “Memória Arquitetônica de São João del-Rei”, dos arquitetos André Guilherme Dornelles Dangelo e Vanessa Borges Brasileiro. O lançamento acontece hoje, às 19h, na Galeria de Arte do BDMG Cultural (rua Bernardo Guimarães, 1600, Lourdes).

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