Em “Solo”, Ana Carolina interpreta canções de ídolos da MPB no Teatro Sesc

Cinthya Oliveira - Hoje em Dia
Publicado em 04/12/2015 às 07:48.Atualizado em 17/11/2021 às 03:12.
 (Leo Aversa/divulgação)
(Leo Aversa/divulgação)

Após investir em uma sonoridade eletrônica e bem dançante com a turnê do disco “#AC”, Ana Carolina segue agora por um caminho oposto, de clima intimista. A cantora mineira apresenta nesta sexta (4) e neste sábado (5), no Sesc Palladium, o show “Solo”, em que ela apresenta músicas próprias e de outros artistas acompanhada apenas de um violão.
 
No repertório, estão canções de Chico Buarque, Caetano Veloso, Belchior, Djavan, Seu Jorge e vários outros. Tem ainda “Coluna Social” e “Xeque Mate”, duas composições inéditas de Edu Krieger, um dos parceiros mais constantes da cantora na atualidade.
 
“As letras e o que elas dizem foi o que primeiro me aproximou deste grupo de canções. Elas conversam entre si e estão em sintonia com o meu material. Esse é o show que eu gostaria de assistir em uma sala de amigos, em um bar ou em um teatro”, explica Ana Carolina.
 
Para ela, a nova turnê é uma oportunidade de retomar a proximidade com o violão, instrumento que esteve em seu colo durante o início da carreira, mas foi perdendo espaço durante as apresentações para multidões. “Eu e o violão temos um caso antigo e, depois de celebrar 15 anos de carreira com o show anterior, me permiti fazer um show focado no violão, que é sem dúvida o meu mais fiel companheiro de jornada”, diz.
 
Falar sobre o “caso antigo” com o violão é também relembrar do trabalho anterior à fama. Ana Carolina começou a cantar profissionalmente aos 18 anos, em bares de Juiz de Fora, interpretando clássicos de Chico, Caetano e outros grandes da MPB.
 
Depois dessa experiência na noite em Juiz de Fora, ela passou a se apresentar também em Belo Horizonte, já com maior destaque. Mas essa fase de intérprete ao lado do inseparável violão só terminou quando o gaúcho Antônio Villeroy lhe entregou a letra de “Garganta”, que veio a se tornar seu primeiro sucesso, lançado em 1999.
 
Grandes memórias
 
“Ralei muito, foi uma grande escola que me ensinou muito, muito mesmo. Lidar com o contratante, disputar com batatas fritas e o chopinho a atenção não é fácil. Tenho grandes memórias daqueles dias, tenho orgulho de ter começado nos bares de Juiz de Fora, já saí dali pronta para qualquer parada. Tocava o que queria e o que o público pedia, era sempre uma novidade a cada noite”.
 
Para ela, não há segredo em fazer uma plateia se manter interessada por mais de uma hora e meia em um show de voz e violão. Acredita que o seu lado instrumentista é que tem chamado atenção dos fãs na nova turnê.
 
“A música é o próprio segredo e mistério da vida, ela que nos rege, nos faz pular, amar, chorar, gritar, dançar. É soberana! Creio que esse show permita ao ouvinte perceber meu lado instrumentista, sempre toquei violão, mas dessa vez estamos ali, pertinho, em uma sala de ótima acústica”.
 
Serviço

Ana Carolina – Nesta sexta e sábado, às 21h, no Grande Teatro do Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro). Plateia I: R$ 200 e R$ 100 (meia); Plateia II: R$ 175 e R$ 87,50 (meia); Plateia III: R$ 125 e R$ 62,50 (meia)

“Tenho produzido material novo, estudado algumas parcerias e é provável que registre algo em breve”. (Ana Carolina)

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