Entre uma chegada e um adeus, Mari Pompeu lança em BH livro sobre o luto e a coragem de continuar
Autora apresenta “Esperar nunca fez tanto sentido” nesta quinta-feira (6); obra aborda fé e acolhimento em meio à perda da filha Gabriela e o nascimento da caçula, Juliana

Houve um momento na vida de Mari Pompeu em que o verbo esperar deixou de ter um sentido apenas. Enquanto carregava no ventre a filha Juliana, Mari acompanhava o tratamento de Gabriela, a primogênita, então com 2 anos e 4 meses, diagnosticada com um tumor cerebral. De um lado, uma vida se anunciava; do outro, aproximava-se a despedida.
Foi desse intervalo delicado, onde a alegria e a dor caminharam de mãos dadas, que nasceu “Esperar Nunca Fez Tanto Sentido”, livro que a autora mineira lança nesta quinta-feira (6), às 19h, na Livraria Leitura do BH Shopping, em Belo Horizonte.
Publicada pela Actual, selo do Grupo Editorial Alta Books, a obra transforma uma história íntima de maternidade e luto em uma narrativa sobre fé, presença e a decisão de continuar vivendo.
Mais do que um relato pessoal, o título traduz um movimento de escuta, acolhimento e ressignificação, sem colocar a morte no centro absoluto da história. “É muito mais sobre vida”, diz a autora.
“Eu costumo dizer que precisei esperar entre a vida e a morte ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo em que eu me alegrava por uma nova vida chegando, eu precisava me despedir da minha primeira filha. Isso não é algo que se explica com facilidade. É uma montanha-russa de sentimentos. Mas eu entendi que essa história não podia ser só minha. Havia algo nela que precisava alcançar outras pessoas”, afirma Mari, cirurgiã-dentista por formação.
A partir dali, a casa nova, os planos e a espera pelo bebê deram lugar a uma rotina de exames, internações, radioterapia, quimioterapia, decisões médicas difíceis e uma convivência diária com a imprevisibilidade. Durante nove meses, Mari viveu a gestação de Juliana enquanto acompanhava o tratamento da filha mais velha. Em 26 de março de 2019, Juju nasceu. Quatro dias depois, Gabi faleceu. Para a mãe, Gabi esperou a irmã chegar.
“Nesse encontro tão breve, a família recebeu uma espécie de confirmação íntima de que aquela história não terminaria no hospital, nem ficaria guardada apenas na memória doméstica", diz.
A primeira tentativa de escrever o livro não passou de duas páginas. Em 2024, no entanto, a autora retomou o projeto e a obra foi concluída em 22 dias. A edição independente foi lançada em 30 de março de 2024. Agora, com a chegada pela Actual, selo do Grupo Editorial Alta Books, o título ganha nova circulação e ambição nacional.
Serviço
Lançamento do livro “Esperar nunca fez tanto sentido”
Quando: quinta-feira, 6 de agosto, às 19h
Onde: Livraria Leitura do BH Shopping
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