Marina Jardim pintou seu primeiro quadro aos 12 anos – e nunca mais parou. Natural da cidade de Rubim, no Vale do Jequitinhonha, a artista retrata, em suas telas, aspectos da cultura popular da região. Danças típicas, como o forró e o cangaço, manifestações folclóricas e brincadeiras infantis são temas constantes em seus trabalhos.
A exposição “Cor e Movimento” reúne 30 obras produzidas pela artista com a técnica óleo sobre tela, todas inéditas, e chega hoje à Galeria de Arte do Espaço Político Cultural Gustavo Capanema, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, depois de uma pequena temporada em Teófilo Otoni.
Embora nenhuma exposição seja igual a outra, a unidade do trabalho da artista nunca se perde. “Apesar de esses quadros serem diferentes dos 25 que participaram da mostra em Teófilo Otoni, a arte, as cores vivas e a energia estampadas nas telas são as mesmas. E a linguagem é universal”, completa.
Marina produz quadros diariamente, sempre que se sente inspirada. “Quando a gente pinta com intuição, não sabe dizer como começa. A alegria e a simplicidade daquela região estão dentro de mim. O pincel define o movimento das minhas mãos e a tinta se mistura na tela”, explica. Ela diz que não pode parar de pintar porque, assim como um pião, só se mantém em pé se estiver em movimento.
Para ela, o que completa o quadro é o olhar de quem vê. “Quando a tela vai para a galeria, cada um interpreta a imagem de um jeito. As pessoas se identificam, se veem nos movimentos da pintura, e assim a arte continua. O retorno é maravilhoso”, conta.
Música e telas
Na abertura da exposição, às 19 horas, os visitantes serão surpreendidos por um recital poético-musical, com participação do gaitista Gil Botelho, do percussionista Moca, do violonista Ailton Botelho e do poeta Gonzaga Medeiros, natural do Vale do Jequitinhonha.
Marina garante que, apesar de ser incomum em galerias de arte, a música não atrapalha a visita. “Convidei esses artistas a se apresentarem na abertura porque tenho uma relação muito forte com a música. Desde a primeira vez em que expus os meus quadros aqui em Belo Horizonte, aos 16 anos, tenho o hábito de colocar música na galeria. Minha pintura é muito musical”, conta Marina.
Só neste ano, a exposição já passou por outras três cidades de Minas Gerais. Apesar de não ter uma agenda definida, deve chegar a Vitória da Conquista, na Bahia, em setembro.
Serviço
“Cor e Movimento” – A mostra de Marina Jardim, que será aberta nesta segunda-feira (13), fica em cartaz na Galeria de Arte do Espaço Político Cultural Gustavo Capanema, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (rua Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho), até o dia 24 de maio (de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas) e tem entrada gratuita.