Exposição no Inimá de Paula tem a poesia como fio condutor

Clarissa Carvalhaes - Hoje em Dia
Publicado em 22/10/2013 às 08:38.Atualizado em 20/11/2021 às 13:32.

Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi e Tomie Ohtake. Obras desses e outros "grandes" poderão ser vistas pelo público mineiro, a partir de quarta-feira (23) e até janeiro de 2014, no Museu Inimá de Paula. Além de pinturas, "Narrativas Poéticas – Coleção Santander Brasil" abarca esculturas e fotografias.
 
E não só. As 83 obras estarão ao lado de fragmentos de poemas de autores contemporâneos e modernistas clássicos, como os mineiros Carlos Drummond de Andrade e Murilo Mendes, o pernambucano João Cabral de Melo Neto e o carioca Vinicius de Moraes – que, no último final de semana, teve o seu centenário de nascimento comemorado em todo o país.

"Quando colocamos a poesia ao lado de uma tela não há o intuito de que um seja o objeto que irá traduzir o outro. Não é isso. A ideia é potencializar a emoção do público diante da obra. Acredito que essa proximidade pode potencializar emoções. E isso é o que importa: a emoção possível que podemos produzir em quem vê a obra", comenta a curadora geral da exposição, Helena Severo.

Independentes

Depois de passar por Porto Alegre e Brasília, "Narrativas" desembarca em BH com cara nova.

"Embora seja composta pelos mesmos trabalhos, a mostra é construída em espaços diferentes e, portanto, demanda nova cenografia e expografia. Estamos lidando com públicos diferentes e para isso é preciso ficar mais atento", destaca Helena.

Para a curadora, os espaços no Inimá ajudaram a valorizar peças que compõem a exposição.

"O ícone da mostra (uma nuvem de palavras) foi ressalvada. O único empecilho foram as paredes, que eram vermelhas, e tratamos de pintá-las de imediato", comenta.

Dialogar

De BH, "Narrativas" segue para o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, onde será aberta em março. "As obras e os poemas valem por si mesmos, não têm função de ilustrar ou traduzir, mas sim, dialogar. Juntos, funcionam sobretudo como pontuação e, no fim, creio que o poema acaba por influenciar o espectador a ficar um pouco mais diante da obra", afirma Antonio Cicero, responsável pela curadoria dos poemas selecionados.

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