Família cresce e Minions ficam em segundo plano em 'Meu malvado favorito 3'

Paulo Henrique Silva
phenrique@hojeemdia.com.br
Publicado em 27/06/2017 às 21:45.Atualizado em 15/11/2021 às 09:17.
 (Universal/Divulgação)
(Universal/Divulgação)

Os minions são a marca registrada da animação “Meu Malvado Favorito” e, por isso, ganharam um filme solo em 2015. Mas se tornaram um problema narrativo na franquia protagonizada por Gru e as três filhas adotivas dele. Para a terceira parte, que será lançada na quinta-feira (29) nos cinemas, a solução foi criar duas histórias paralelas.

Como os minions são muitos e incapazes de estabelecer algo mais do que rápidas gags visuais, os roteiristas transformaram os seres amarelos numa espécie de “intervalo” para as movimentadas ações envolvendo Gru e família, que, depois de três meninas (primeiro filme) e uma esposa (segundo), foi acrescida de um irmão gêmeo.

Manteve-se, assim, a fórmula que apresenta ingredientes de ternura, com um ex-vilão cada vez mais organizado em torno de bases afetivas e morais, em contraposição a um oponente solitário e vingativo; e cenas de ação como sátira a filmes de espionagem. Enquanto os minions passaram a viver sequências musicais engraçadinhas.

Até o doutor Nefário, principal elo entre os amarelinhos barulhentos e Gru, saiu de cena, vítima de sua própria experiência, ao ser congelado em carbonita. É uma clara referência a “Star Wars”, em especial ao filme “O Império Contra-Ataca” (1980), quando o mercenário Han Solo é aprisionado por Darth Vader da mesma forma.

Revival

Não é o único caso extraído dos eighties, já que o vilão de ombreiras, cabelo com laquê e bigode ao estilo John Oates promove um grande revival, como um garoto e ator de sucesso naquela década que caiu no ostracismo ao virar adolescente – sina de muitos artistas mirins dos 80, como Macauly Culkin, de “Esqueceram de Mim”.

É o momento que os adultos mais se divertirão, ao identificarem brinquedos como ioiô, cubo mágico e o robô Talk to Me, além de uma trilha sonora recheada de clássicos do pop, como Michael Jackson, Madonna, Berlim e A-Ha. Sem falar num duelo de guitarras com riffs de Van Halen (“Jump”) e Dire Straits (“Money for Nothing”).

E a principal arma do vilão é um robô gigante que destrói cidades e é controlado por humanos em seu interior. Para quem não se lembra, desenhos japoneses como “Pirata do Espaço” tinham essa característica. Há até uma cutucada na Disney, quando Gru e a mulher quase atropelam os peixinhos de “Procurando Nemo” (2003).

Ao tirar os minions do núcleo central, a narrativa também conseguiu desenvolver melhor os outros personagens, como a pequena Agnes, em busca de um unicórnio. E a esposa Lucy teve que aprender na marra a ser uma mãe para as garotas. Já Gru tem como missão, além de salvar Hollywood e o planeta, aprender a entender o irmão gêmeo.

meu malvado favortio 3
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