Em tempos de preparativos para a Copa do Mundo, novos estádios foram construídos, assim como velhos gigantes foram modernizados, muitos a custos faraônicos. Quem foi ao novo Mineirão viu que o estádio não deve nada às arenas europeias, mas bate uma certa saudade do velho Magalhães Pinto, com fosso, geral e arquibancadas de concreto. Mas alguns templos da bola ainda mantêm suas características originais.
Escolhemos quatro estádios emblemáticos na América do Sul, que foram e ainda são palco de partidas históricas.
Um dos campos mais importantes do mundo é o Estádio Centenário, em Montevidéu. Construído para sediar o primeiro mundial de futebol, em 1930, a cancha ainda se mantém praticamente inalterada.
Aberto para visitação, há um museu que narra as venturas e desventuras da Celeste, inclusive a fatídica final da Copa de 1950, o Maracanazo.
O valor da entrada é simbólico e o visitante pode ir às arquibancadas. Mas a melhor forma de conhecer o Centenário é em dia de jogo. Nacional e Peñarol mandam seus jogos lá.
Em Buenos Aires
Atravessando o Rio da Prata, Buenos Aires abriga dois campos famosos. O imponente Monumental de Núñez é a casa do River Plate. Com 66 mil lugares, foi concluído em 1938 e recebeu nove partidas na Copa de 1978, em que a Argentina foi campeã.
O colosso abriga um moderno museu, inaugurado em 2009, que merece visitação. Os preços dos ingressos variam entre R$ 20 e R$ 30. O mais caro permite conhecer as dependências do estádio. Claro, há a tradicional lojinha de lembranças e artigos esportivos. O estádio fica no bairro de Belgramo, a 11 quilômetros do Centro.
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