
O forumdoc.bh – Festival do Filme Documentário e Etnográfico, Fórum de Antropologia e Cinema – chega à 26ª edição no dia 10 de novembro, no Cine Humberto Mauro e no Cine Santa Tereza. A programação é gratuita e em formato híbrido, com atividades presenciais e online.
A programação conta com a exibição de 65 filmes, distribuídos em três mostras e sessões de homenagens e a realização do seminário “Imagens Indígenas do Sul e do Norte: cinemas yanomami-inuit”, assim como da masterclass com os diretores Sylvain George, Adirley Queirós e Joana Pimenta sobre os processos de realização de seus trabalhos mais recentes.
Também serão realizados os lançamentos dos livros "Sob os tempos do equinócio", de Eduardo Góes Neves, e "O Sorriso de Nanook - Ensaios de Antropologia e Cinema", de Marco Antônio Gonçalves.
A abertura do forumdoc.bh será às 19h, no Cine Humberto Mauro. Haverá a exibição comentada da obra "Mato Seco em Chamas", de Adirley Queirós e Joana Pimenta, com a presença dos diretores e da montadora Cristina Amaral.
"Minha maior expectativa para a 26ª forumdoc.bh é, sem dúvida, a retomada da programação presencial, o encontro com o público e os filmes na sala de cinema, os debates e bate-papos após as sessões. Fiz parte da curadoria da Mostra Contemporânea Brasileira. Dedicamos centenas de horas para assistir os filmes recebidos, fomos surpreendidos com uma gama incrível de obras e selecionamos os 35 filmes que fazem parte da programação oficial", conta Paulo Maia, um dos curadores da Mostra Contemporânea Brasileira.
O forumdoc.bh surgiu com o objetivo de compartilhar filmes de difícil acesso nas salas de cinema convencionais, além de promover reflexão e formação crítica de público, fomentar a pesquisa e a qualificação da produção audiovisual em torno ao filme documentário. Em suas edições anteriores, promoveu retrospectivas autorais e resultantes de curadorias que se articulam em torno de conceitos, movimentos ou temáticas específicas, além de apresentar um panorama das produções documentais recentes em mostras nacionais e internacionais.
O evento tem apresentado nos últimos anos uma produção potente para renovação do filme documentário como forma expressiva de coletivos e segmentos sociais e étnico-raciais marginalizados, tais como: realizadores e realizadoras indígenas; os cinemas negros, cinemas queer, e os coletivos e autores e autoras de regiões de periferia.
Para a organizadora e curadora do forumdoc.bh, Júnia Torres, a diversidade faz parte da história do festival. "O festival do filme documentário e etnográfico tem na diversidade seu conceito central. Diversidade de olhares, filmes realizados em diferentes contextos étnicos, sociais, geográficos e raciais. Temos interesse por outras formas fílmicas, filmes-performances, ficções, filmes diários que estabelecem um diálogo produtivo e profícuo com as questões mais presentes e relevantes de nosso tempo histórico. Acompanhamos a grande diversificação do cinema brasileiro nas duas últimas décadas e meia, sendo testemunha de uma explosão muito importante e interessante das autorias e protagonismos autorais por pessoas, artistas, grupos e coletivos antes afastados da possibilidade de produção cinematográfica", explica.
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