"Filhote de Gato - Gente" é o primeiro livro do israelense Etgar Keret

Lady Campos - Hoje em Dia
Publicado em 03/11/2014 às 08:39.Atualizado em 18/11/2021 às 04:52.
 (ILUSTRAÇÕES AVIEL BASIL)
(ILUSTRAÇÕES AVIEL BASIL)

Na ficção, o tema ganhou tom de brincadeira, como na franquia “Esqueceram de Mim” (1990), filme em que o garoto Kevin McCallister (Macaulay Culkin), de 8 anos, é deixado acidentalmente em casa pela apressada família que viaja para passar o Natal em outra cidade. Fato parecido acontece com o personagem central de “Filhote de Gato-Gente”, livro do aclamado escritor israelense Etgar Keret, editora SM.

Um garoto, de cinco anos, protagonista e narrador da história, é abandonado pelo pai – que atende ao celular e sai às pressas para fechar um grande negócio – durante um passeio no zoológico. Como no filme dirigido por Chris Columbus, o livro de Keret consegue tratar o espinhoso tema – desamparo infantil – de maneira suave.

Diretor e autor dão asas à imaginação e ambos têm a receita para seduzir o público, seja com as peripécias de Kevin em driblar uma atrapalhada dupla de ladrões, seja na fantasia do garoto do livro que sente compaixão pelos animais privados de liberdade no zoo e acaba adormecendo dentro de uma jaula vazia.

Mas uma coisa é certa. Enquanto Kevin arranca do público uma gargalhada atrás da outra com seus planos mirabolantes e bateria de armadilhas explosivas para pegar os estabanados malfeitores, o garoto do livro “Filhote de Gato-Gente” nos transporta para um mundo mágico.

A bordo de um barco voador que navega pelo céu conduzido por um homem ruivo e barbudo chamado Habacuque, o menino gato-gente é acalentado pela bondade do capitão, que raptava os animais do zoológico para libertá-los em seu habitat natural.
“Ele me disse que se orgulhava de já ter libertado 40 elefantes, sete tigres e uma baleia meio cega, mas que eu era o primeiro filhote de gato-gente-pelo-longo que libertava”, conta o menino abandonado, acrescentando que Habacuque o encontrou dormindo e com o semblante triste.

Traduzido diretamente do hebraico por Moacir Amâncio, poeta e professor adjunto da Universidade de São Paulo, o livro de Etgar Keret consegue ser divertido – graças às instigantes ilustrações do brasileiro Aviel Brasil – e, ao mesmo tempo tocante, uma vez que o leitor consegue sentir na pele o drama do garoto.

“Meu pai é um homem tão ocupado que às vezes nem me vê”, relata o protagonista na primeira linha da história. Mas é na fantasia do garoto gato-gente-pelo-longo que o tom da história nos contagia e deixa uma mensagem reveladora: pais precisam escutar mais seus filhos.

 

A aventura congelante continua

Depois de assistir ao filme “Frozen, Uma Aventura Congelante” é hora de conhecer melhor o reino de Arendelle habitado pelas princesas Anna e Elsa, saber um pouco sobre a técnica de pintura Rosemaling e mergulhar na encantadora Noruega, conhecida como a terra do sol da meia-noite.
Tudo isso e muito mais em “Frozen, Meu Livro de Curiosidades”. A publicação, com direito a adesivos, máscaras para brincar e álbum, convida os pequenos leitores para um divertido passeio pelo universo do filme da Disney.

Com texto de Márcia Alves e edição de Natália Chagas Máximo, a obra, da V&R Editoras, é repleta de curiosidades e informações culturais, além de explicar de forma educativa detalhes sobre o território da Noruega e abordar a formação de fenômenos naturais típicos de regiões com inverno rigoroso.

A brincadeira sugerida pelo livro fica completa quando apresenta para a garotada diferentes atividades na neve: esqui, patinação e técnicas clássicas de pintura.

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por