Grupo Camaleão estreia dois espetáculos num único programa

Thais Oliveira
taoliveira@hojeemda.com.br
Publicado em 17/08/2016 às 18:58.Atualizado em 15/11/2021 às 20:25.
 (Pieter Quast/Divulgação)
(Pieter Quast/Divulgação)

Marjorie Quast, fundadora do Camaleão Grupo de Dança, não poupa elogios aos coreógrafos Omar Carrum, do México, e Vladimir Rodrigues, da Colômbia. “Brinco que existe o Camaleão antes e depois deles”, afirma. 

A referência é sobre a “residência” em Criação Dramatúrgica e Coreográfica, feita com os dançarinos latinos, fruto do prêmio Iberescena 2014. O resultado do intercâmbio estará a partir de hoje no Teatro Francisco Nunes.

São duas estreias – “traZ-humante” e “senti-DO” – apresentadas em programa duo, com direção geral de Marjorie. Em comum, os espetáculos têm o fio da memória e do sentido existencial do ser humano. Os trabalhos marcam os 32 anos do grupo, que soma 15 montagens.

Ao falar do legado deixado por Carrum e Rodrigues, Marjorie Quast destaca a forma diferente de atuar. “Eles ensinaram aos bailarinos como se deslocar sem gastar tanta energia e como não machucar o corpo durante a transição, tirando um pouco da rigidez da coluna, seja quando estão no chão, em cima ou no plano médio”.

Os espetáculos
A dançarina Inês Amaral, que também assina a direção artística, participará do programa fazendo o solo “senti-DO”. 

“A trajetória de Inês será contada, mas a apresentação remete à vida de todos, pois traz questões como ‘a gente faz coisas somente para relembrá-las?’. Ela abre com reflexões a respeito da nossa identidade e do sentido da vida”, ressalta Marjorie.

O Camaleão recebeu o prêmio Sinparc/ Copasa 2014 com “Retina” em quatro categorias, entre elas a de melhor espetáculo

Os bailarinos do Camaleão entram em cena com “traZ-humante”. No palco, mesa e frigideira são alguns dos objetos cênicos. “São vestígios da nossa história. Às vezes, carregamos coisas inúteis porque se tornam espécies de membros do nosso corpo, sintetizam nossa vida. Os bailarinos relacionam os objetos com a memória e mostram como ganham sentido para nós”, diz a diretora geral. 

Serviço: “TraZ-humante” e “Senti-DO”, do Camaleão Grupo de Dança. De hoje a 20/8, 26/8 e 27/8, às 20h. 21 e 28/8, às 19h, no Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/n, Centro). Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). Artistas profissionais pagam meia.

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