Guitarra rouba a cena no Domingo no Museu

Vanessa Perroni - Hoje em Dia
Publicado em 28/02/2015 às 10:08.Atualizado em 18/11/2021 às 06:10.
 (Marcelo Dante /Divulgação)
(Marcelo Dante /Divulgação)
Para boa parte dos brasileiros, o ano só começa depois do Carnaval. Finda a festa, muitos locais de Belo Horizonte retomam a programação cultural. Assim será com o projeto “Domingo no Museu”. Quem abre os trabalhos no tradicional cartão-postal da cidade – o Museu de Arte da Pampulha – é o cantor e compositor Pedro Morais.
 
Amanhã, o músico mineiro, em turnê desde 2013, vai executar canções do terceiro álbum, “Vertigem”. 
 
O repertório mostra um Pedro Morais amadurecido musicalmente. Ele deixou o violão, fiel escudeiro, um pouco de lado, e pegou a guitarra para trilhar novos rumos sonoros. 
 
O resultado é um som com mais ruídos devido às distorções, e que em certos momentos flerta com funk, groove, rap, rock e até música eletrônica.
 
“Venho da MPB, mas neste disco estava com uma certa ansiedade de levar o som para outro lugar. Sinto que cheguei no ponto que queria”, avalia.
 
Ele contou com o olhar atento do produtor Gustavo Ruiz, irmão da cantora Tulipa Ruiz, para dar vida a “Vertigem”, que o público confere a partir das 11h.
 
“Gosto muito de rock, de artistas com uma linguagem mais plural, e queria trazer isso para o meu trabalho. O Gustavo me ajudou”, justifica o músico, que além de apresentar o repertório do último disco na íntegra, aproveita para executar três releituras de canções dos álbuns anteriores.
 
VITRINE
 
Essa é a terceira vez em que Pedro Morais se apresenta no projeto Domingo no Museu. Ele frisa a importância do espaço para quem não conta com gravadoras. 
 
“É especial poder abrir um projeto voltado para a música independente. Belo Horizonte carece de espaços para essa turma”. 
 
Para ele, a cidade está em ótima fase de produção musical. “Somos surpreendidos por bandas novas e os antigos nomes da cena apresentando bons trabalhos. O ponto fraco é que não temos onde escoar essa produção”. 
 
Uma cidade do porte da capital mineira ter apenas três casas de show voltadas para esse nicho é pouco, avalia. “Nisso, a Autêntica (novo espaço para shows autorias em BH) foi corajosa. Temos que forçar essa porta”.
 
Compositor de mão cheia, o moço diz que ao terminar de gravar um disco, tem sempre outras dez canções à espera de um novo álbum. “Trabalho meus discos por um período de três anos, por ficar na estrada. Mas não vou demorar a produzir o próximo”. 
 
Enquanto um novo trabalho ainda não entra em fase de execução, ele segue com o show “Vertigem”, que vai rodar o interior de Minas e chegar até São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Além disso, lança o clipe da faixa “Bilhete”, criada a partir do poema de Mário Quintana, no fim de março.
 
No show de amanhã, Pedro sobe ao palco acompanhado de músicos conhecidos na capital: Frederico Heliodoro (baixo), Lenis Rino (bateria), Marcelo Guerra (guitarra) e Marcus Nogueira Siqueira (teclado).
 
“Como estarei acompanhado de banda, vamos tocar as músicas como a galera ouve no disco. Mas é claro que, ao vivo, o dedo coça e a gente toca mais pesado”, promete o rapaz.
 
Domingo no Museu, com Pedro Morais, no Museu de Arte da Pampulha (avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.585). Amanhã, às 11h. R$ 20 e R$ 10 (meia)
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