
Um mordomo serviu sete presidentes dos Estados Unidos em 30 anos de trabalho na Casa Branca e testemunhou a história da luta pelos direitos civis no país. O personagem, que de fato existiu, é Cecil, interpretado por Forest Whitaker no longa "O Mordomo da Casa Branca", que chega nesta sexta-feira (1°) aos cinemas.
O filme nasceu a partir de um artigo de jornal, contando a história de Eugene Allen, que morreu aos 90 anos, em 2010, já aposentado de sua função de mordomo. O longa revive sua história, desde a infância, quando trabalhava na lavoura com os pais. Naquele tempo, os negros eram humilhados e tratados como escravos.
Treinado apenas para servir, sempre em silêncio, Cecil – nome usado no longa – conquista uma vaga de mordomo na Casa Branca. Durante as refeições dos presidentes, ele presencia decisões que afetam diretamente a sua família. Gloria (Oprah Winfrey), sua mulher, divide com ele o drama de educar os filhos em tempos de extremo preconceito racial e, ainda, o de tentar convencer o primogênito, Louis (David Oyelowo), de que não vale a pena lutar.
Presidentes
Cecil estava lá, por exemplo, quando o presidente Dwight Eisenhower apoiou o fim da segregação nas escolas e ordenou a escolta de alunos negros, até então impedidos de entrar em sala de aula, na cidade de Little Rock, no Arkansas, em 1957.
Com grande elenco para viver cinco dos presidentes do período, como Robin Williams e John Cusack, o diretor optou por não retratar dois mandatos, de Gerald Ford (1974-1977) e Jimmy Carter (1977-1981).
A importância histórica do filme e a atuação de Forest Whitaker já colocam o longa-metragem como umas promessas para o próximo Oscar. O diretor da produção, Lee Daniels, levou duas estatuetas com o drama "Preciosa" (2010).
Participações
O longa, que faturou mais de US$ 24 milhões nos Estados Unidos apenas em seu primeiro fim de semana de exibição nos cinemas, conta, ainda, com uma série de participações especiais, que ajudaram a chamar a atenção do público para a produção.
A cantora Mariah Carey, por exemplo, aparece no início do filme, no papel de Hattie, mãe de Cecil, que enlouquece depois de ver o marido ser assassinado a sangue frio por seu patrão. Outro astro da música no longa-metragem é o roqueiro Lenny Kravitz. Ele interpreta James, um dos colegas de trabalho do mordomo Cecil. Tanto Mariah Carey quanto Lenny Kravitz, vale lembrar, também fizeram uma participação em "Preciosa – Uma História de Esperança" (2010), do mesmo diretor, Lee Daniels.
E como mulher de Cecil, o longa renova o talento de Oprah Winfrey, hoje muito mais conhecida como apresentadora de TV, mas que já foi indicada ao Oscar por sua atuação em "A Cor Púrpura", longa de 1985 dirigido por Steven Spielberg.