Humberto Gessinger: 30 anos de uma 'revolução'

Paulo Henrique Silva
Publicado em 08/07/2019 às 19:16.Atualizado em 05/09/2021 às 19:27.
 (pietro grassia/divulgação)
(pietro grassia/divulgação)
 
Quando foi lançado, em 1987, o disco “A Revolta dos Dândis” foi um estouro, emplacando diversas músicas da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii entre as mais tocadas nas rádios. Mas o vocalista Humberto Gessinger, que chega a BH neste sábado com a turnê comemorativa dos 30 anos do LP, diz que a história não foi bem assim. “A gravadora ficou meio decepcionada, não vendo-o de cara como um disco com potencial”.
 
Gessinger recorda que “A Revolta dos Dândis” teve um início muito lento, com canções que não estavam entre as obras de trabalho junto às rádios passando a ganhar vida própria, como “Terra de Gigantes”, “Infinita Highway” e “Refrão de Bolero”. Para o músico, a razão do sucesso estava, além das letras que falavam de questões existenciais e uma melodia que remetia ao rock progressivo, num gosto de novidade. “Era diferente de tudo aquilo que rolava nos anos 80”.
 
Na íntegra
Elementos que ajudaram Gessinger a retomá-lo em 2017, com a turnê “Desde Aquele Dia – A Revolta dos Dândis 30 anos”, que ganhou o formato de DVD (intitulado “Ao Vivo pra Caramba”), já em carreira solo. “Em função da trajetória do disco, sentia falta de nunca ter tocado todas as músicas num show, na ordem das faixas. É uma forma de resgatá-lo”, observa Gessinger, que também incorporou quatro canções inéditas ao show. Para BH, o compositor adianta outras novidades: “Índios”, do Legião Urbana, e “Bem Assim”, do disco de inéditas que lançará em outubro. 
 
SERVIÇO:
Humberto Gessinger: Ao Vivo pra Caramba – Sábado, às 22h, no Km de Vantagens Hall (Av. Nossa Senhora do Carmo, 230). Ingressos a partir de R$ 60.
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