Jorge Vercillo promete mostrar sua pluralidade

Pedro Artur - Hoje em Dia
Publicado em 31/10/2014 às 08:58.Atualizado em 18/11/2021 às 04:51.
 (Washington Possato/Divulgação)
(Washington Possato/Divulgação)

Como todo bom “pai”, Jorge Vercillo gosta de todas as suas canções. Mas algumas provocaram uma “virada” em sua carreira e, por isso, têm um lugar especial. Caso de “Encontro das Águas” (tema da novela “Mulheres de Areia”, na voz de Maurício Mattar e gravada por Peri Ribeiro, Roupa Nova, Leila Pinheiro), “Praia Nua” (tema de “Tropicaliente”), “Final Feliz” (do CD independente “Leve”, que estourou e gerou o contrato com a EMI Music) e “Que Nem Maré” (mais executada em 2002 de Norte a Sul). “Não é bem uma fase inicial, pois já vinha ralando há tempos, mas foi a fase da virada. São quatro músicas muito significativas”, justifica Vercillo. Essas, que não podem faltar em qualquer apresentação do artista, se juntam a outros sucessos em “Jorge Vercillo 20 anos”, que tem sessão neste sábado (1º) no Cine Theatro Brasil. 

Vercillo promete um show “de arrepiar” em BH, e que aponta para toda sua pluralidade musical – jazz, bossa nova, MPB, reggae. “Minha carreira é marcada por essa diversidade. Tem muito a ver por ter sido (um cantor) ‘da noite’, cantava de Tom Jobim a Lulu Santos, um leque muito amplo. E sei que BH é uma cidade muito musical, assim, quero emocionar e divertir no palco”, diz.

Avesso a rótulos, Vercillo acredita que a MPB abrange todos os segmentos – e com a mesma importância. “A MPB é mais ampla do que, às vezes, alguns colocam, citando sempre os mesmos núcleos consagrados, como Chico, Caetano, Gil. Tem muito mais gente do mesmo tamanho: Beto Guedes, Guilherme Arantes, Paulinho da Viola, Lulu Santos... E, ao mesmo tempo, a nova geração é mais ampla, com Lenine, Zeca Baleiro, Chico César, Moska, Maria Gadú. Agora, fazer parte da família da música brasileira é um grande privilégio”, diz ele, que, com o CD “Luar de Sol”, foi indicado a Grammy Latino (melhor álbum de MPB).

Vercillo ainda arranja tempo para comandar, ao lado de Dudu Falcão, o “Compositores Unidos”, programa-sarau, exibido no Canal Brasil. Em outra incursão na telinha atuou – como Jorge Vercillo – no último episódio da série “Cilada” (Multishow), protagonizada por Bruno Mazzeo.

“Jorge Vercillo – 20 anos” no Cine Theatro Brasil Vallourec (Praça Sete, Centro). Neste sábado, às 21h. R$ 140 e R$ 70 (meia). 

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