Kleber Mendonça Filho rebate crítica de internauta sobre celular em 'O Agente Secreto'
Em tom de ironia, o diretor debochou da (não) compreensão da linha histórica da obra pelo internauta

O diretor Kleber Mendonça Filho virou um dos assuntos mais comentados na manhã desta terça-feira (10) após rebater uma crítica ao seu filme, "O agente secreto". O cineasta, que acumulou quatro indicações ao Oscar 2026 pela obra, utilizou suas redes sociais para responder a um questionamento sobre um suposto anacronismo na trama.
A polêmica começou quando um internauta publicou um print de uma cena em que um celular moderno aparece, acompanhado da legenda: "Alguém sabe me dizer se 1977 já tinha celular?". Kleber reagiu com ironia ao comentário e compartilhou a publicação em seu perfil no Instagram com a legenda: "Sempre uns caba errado com bandeirinha. Tudo certo", fazendo referência à foto de perfil do autor da crítica.
Contexto da cena
Diferente do que sugeriu o internauta, a presença do aparelho eletrônico não se trata de um erro de produção. A cena, que ocorre aos 44 minutos de projeção, faz parte de uma linha temporal contemporânea da obra que se cruza com a trama principal, ambientada em 1977. Portanto, o uso do celular é um recurso narrativo para contextualizar a passagem do tempo e as diferentes camadas históricas do roteiro.
Antes de publicar o print em seu feed, o diretor já havia respondido diretamente ao post original com a expressão nordestina "Eita bixiga lixa", usada para demonstrar indignação ou deboche.
Repercussão
A resposta rápida e irônica do diretor viralizou, dividindo opiniões entre seguidores que se divertiram com o "fecho" e outros que debateram a interpretação da montagem do longa. "O Agente Secreto" chega à reta final da temporada de premiações como um dos grandes destaques do cinema brasileiro, consolidando a carreira internacional de Kleber Mendonça Filho.
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