
A carioca Jana Linhares propõe uma MPB diferente em seu primeiro disco, “TecnologiAmor”. Produzido pelo bem-conceituado Rodrigo Campello (que também é marido da artista), a garota não só apostou bastante na sonoridade eletrônica, como aboliu o violão dos arranjos. Björk, Portishead e Goldfrapp foram algumas das inspirações para a artista.
Entre as dez faixas, além das músicas próprias, já criadas dentro desse conceito de lounge music, há ainda quatro releituras bem interessantes. O principal destaque é a versão inusitada para “Felicidade Segundo... Eu”, samba composto por Dona Ivone Lara (que empresta voz ao disco) em parceria com Nei Lopes. A música havia sido gravada pela cantora Elizeth Cardoso no álbum “Luz e Esplendor”, de 1986.
Há também uma versão para “Barato Total” (de Gilberto Gil), com participação de Lenine; de “Luz Del Fuego” (de Rita Lee) e de “Nasci para Bailar” (de João Donato e Paulo André). Todas bem diferentes dos originais.
“O disco demorou três anos para ficar pronto, então muito dele foi construído durante a produção. Mas a sonoridade eu já sabia de início, sabia que seria mais eletrônico. A primeira música a ser produzida foi ‘Tecnologia Amor’ e ela trouxe um pouco o conceito para as outras faixas. Esse é um disco de texturas sonoras, de ambiências e os instrumentos acústicos foram escolhidos a dedo”, conta Jana Linhares.
Para as apresentações ao vivo, ela convidou os integrantes do Coletivo Conecta de Música Visual, que fazem música eletrônica executada ao vivo. O cenário traz elementos de tricô para projeções de imagens.
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