
A morte sempre aguçou a curiosidade humana. Tal interesse, em geral, é ainda maior sobretudo quando se trata do falecimento de uma figura famosa, como daqueles que já ocuparam a presidência de um país.
Tomando justamente como tema os funerais de presidentes do período republicano brasileiro, é que o professor do Departamento de História da UFMG Douglas Attila Marcelino escreveu o seu segundo livro. Sob o título de “O Corpo da Nova República: funerais presidenciais, representação história e imaginário político”, a obra será lançada hoje, na livraria Quixote.
A publicação é resultado da tese de doutorado do Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), defendida por Marcelino em 2011, pela qual ganhou o prêmio Anpuh-Rio de Pesquisa Eulália Maria Lahmeyer Lobo.
História
A obra aborda como questões políticas podem ser estudadas a partir dos rituais fúnebres e a preocupação existente em como escrever essas histórias.
Sobre o último quesito, ele articula ter percebido que cada veículo – seja midiático ou não – encontrou formas diferenciadas de contar o mesmo fato.
Abordando o período pós-1930, o autor destaca os funerais de Getúlio Vargas (1882-1954), Juscelino Kubitschek (1902-1976), João Goulart (1918-1976), dentre outros. Contudo, o fio condutor é o funeral do ex-presidente Tancredo Neves (1910-1985).
A escolha do recorte foi pela grande comoção que houve em torno da morte do político. “De repente, Tancredo adoece e morre. A partir disso, cria-se um momento político impressionante. Tentei reconstruir a dramaticidade em volta do evento”, afirma.
Serviço
Lançamento do livro “O Corpo da Nova República...”
Neste sábado, às 11h, na livraria Quixote (rua Fernandes Tourinho, 274, Savassi)