Livro compara processo de urbanização no século 18

Hoje em Dia
Publicado em 09/05/2015 às 09:41.Atualizado em 16/11/2021 às 23:57.
 (Fino Traço Editora/Divulgação)
(Fino Traço Editora/Divulgação)
O historiador James William Goodwin lança, neste sábado (9), em Belo Horizonte, o livro “Cidades de Papel: Imprensa, Progresso e Tradição – Diamantina e Juiz de Fora”. O livro é resultado da tese de doutorado de Goodwin, concluída em 2007, na Universidade de São Paulo (USP), quando pesquisou, por meio de documentos e jornais locais da época, o processo de urbanização das duas cidades, que ocorreu na virada do século 18 para o século 19.
 
“Acredito que o papel da imprensa é muito mais que um mero registro. Ela intervém e participa do processo de urbanização e é um reflexo da sociedade”, afirma o pesquisador.
 
Além da mídia, o autor buscou por documentos no intuito de se aprofundar na história social e cultural de ambas regiões, o que resultou num paralelo entre os municípios.
 
Desta forma, o livro consegue apontar também as dificuldades e os limites que as cidades encontraram para se urbanizarem naquele período.
 
Relevância
 
Segundo Goodwin, a escolha por retratar as duas cidades se deu pela grande relevância que tinham naquela época. “Juiz de Fora era a maior e mais rica cidade de Minas Gerais, além de mais moderna em termos arquitetônicos. Já Diamantina era a mais tradicional, uma quase bicentenária, fortemente ligada ao barroco e à exploração de diamantes. Como ambas tinham imprensa e buscavam ser modernas e progressistas, foi possível estabelecer uma comparação entre elas”, destaca o historiador.
 
Cidade ideal
 
Conforme o autor, o livro traz ainda uma discussão sobre o que seria uma cidade ideal, de diferentes pontos de vistas. “Quem define uma cidade ideal? O que isso quer dizer? Ao tratar as tensões e as relações de poder e influência, trago um debate sobre estas questões. Apesar de retratar os anseios da sociedade de séculos passados, a discussão consegue ser ainda muito contemporânea”, finaliza.
 
Lançamento do livro “Cidades de Papel: Imprensa, Progresso e Tradição – Diamantina e Juiz de Fora”. Neste sábado (9), a partir das 11h, na livraria Quixote (Rua Fernandes Tourinho, 274, Savassi). Entrada franca.
 
E mais
 
A era digital e a popularização de aparelhos celulares equipados com câmeras tornaram o ato de fotografar muito mais presente no cotidiano das pessoas, possibilitando o registro de situações ordinárias da vida. Neste contexto da superabundância da produção de imagens digitais, qual é o lugar da fotografia feita por meios analógicos? Quais mudanças comportamentais vieram com a popularização da fotografia? Essas e outras questões fazem parte do debate proposto pelo “Café Controverso: A Fotografia Química na Era Digital”, com as presenças do professor da Escola Guignard Tibério França e o fotógrafo da Escola de Belas Artes da UFMG Cléber Falieri. Ambos são coordenadores do Núcleo de Imagem Latente, grupo responsável pela realização anual do Pinhole Day em Belo Horizonte. O debate será realizado na cafeteria do Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700), neste sábado (9), às 11h, com entrada franca. Informações: 3409-8350 e www.espacodoconhecimento.org.br.
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