Livro "Horizontes Transversais" destaca 3ª geração da videoarte mineira

Paulo Henrique Silva - Hoje em Dia
Publicado em 25/11/2014 às 07:33.Atualizado em 18/11/2021 às 05:09.
 (Divulgação)
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O termo vídeo pode soar anacrônico nesta terça-feira (25). Mas obras criadas por videoartistas mineiros em décadas passadas continuam sendo fonte de inspiração. O livro “Horizontes Transversais”, de Ana Moravi, que será lançado nesta terça, às 19h30, no Sesc Palladium, evidencia essas reverberações. Juntamente à publicação, haverá uma mostra de vídeos representativos dos últimos 14 anos, que a autora define como a terceira geração da videoarte mineira. Para enfatizar que o vídeo ainda permanece forte como conceito, Ana cita o cinema, que praticamente abandonou a película em prol do digital. O que importa são as intenções por trás dessa obra. “No caso do vídeo, é a busca de um meio que escapasse ao tradicional”.

No livro, a autora pontua o trabalho de 19 videoartistas de estilos distintos. A mostra se divide em três programas. O primeiro, “O Céu, a Montanha e a Terra”, é dedicado a obras que envolvem a poesia, o tempo e a memória. No segundo, “A Casa, o Quintal e a Estrada”, os personagens são próximos aos diretores. Caso de “Divergrandpa”, de Igor Amin, e “Entre o Terreiro e a Cozinha”, de Joacélio Batista, que enfocam seus avós.

Por último, em “A Palavra, o Espaço e a Vista”, há um grupo que passou a dar mais importância à palavra. A partir de quinta, o programa terá três mesas que envolvem desde características do audiovisual mineiro de 2000 para cá aos espaços próprios de circulação. Os vídeos serão apresentados em blu-ray, sem alterar a qualidade de imagem de filmes feitos em celular e mini-DV. “Esses mecanismos precários de captura davam força ao conceito”, analisa.
 

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