Livro repassa história de ouro preto por meio das instituições museológicas

Clarissa Carvalhaes - Hoje em Dia
Publicado em 16/12/2014 às 08:04.Atualizado em 18/11/2021 às 05:23.
 (Dimas Guedes/ divulgação)
(Dimas Guedes/ divulgação)

O Museu das Minas e do Metal recebe, na noite desta terça-feira (16), o lançamento do livro “Ouro Preto: Museus”. Organizado por Paulo Lemos e Raphael Simões, a obra reúne informações sobre os 13 museus de Ouro Preto e de potenciais novas instituições. “Ouro Preto tem, hoje, cerca de 40 mil habitantes, mas são poucos os que de fato conhecem todos os museus que a cidade abriga. Este livro pode ser visto, portanto, como uma apresentação desses espaços e prova do quão importantes eles são”, explica Lemos.

“Quem visita Ouro Preto muitas vezes também não conhece o potencial museológico da cidade. As pessoas se concentram no centro histórico, mas existem verdadeiras surpresas e relicários de histórias nos lugares um pouco mais afastados”, reitera.

Além de textos de apresentação escritos pelos diretores que estão à frente de cada instituição, a publicação conta com fotografias de Dimas Guedes, Marcio Luiz e Jacques Boulieu. Uma curiosidade é que, além de ter sido publicado em português e inglês, “Museus” também é traduzido em francês. “A escolha foi tomada após identificarmos que os franceses estão entre os turistas que mais visitam Ouro Preto atualmente. Mais ainda: eles sempre estão à procura de livros escritos em seu idioma. São grandes curiosos e apreciadores da cultura, portanto, um público em potencial”, comenta.

Embora estejam todos instalados em Ouro Preto e tenham vocação para a prática museológica, cada espaço aborda um tema distinto. Enquanto alguns tratam de arte sacra, outros reúnem obras de Aleijadinho. Há também espaços voltados especialmente para a cidade e outros museus que exibem minerais de várias partes do planeta – “O de Ciências está entre os mais completos do mundo e, aos curiosos, é dada a chance de conhecer as pedras que deram origem ao nome da cidade. Exemplares de ouro preto estão disponíveis para observação e, na verdade, são pepitas de ouro recobertas de minério de ferro”, prossegue Paulo Lemos.

“O mais importante é que esse livro consegue levar, aos olhos do público, todo tesouro que Ouro Preto vem conseguindo guardar ao longo dos séculos, uma cidade que é a gêneses de todas as outras”.

Atualmente os preços para o acesso a cada museu é de, no máximo, R$ 10, mas muitos ingressos funcionam como passaportes que dão acesso a outros museus. Excepcionalmente para o lançamento, o livro será vendido a R$30.

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