Livro revela os bastidores do Brasil em todas as Copas

Pedro Artur - Hoje em Dia
Publicado em 30/06/2014 às 08:58.Atualizado em 18/11/2021 às 03:12.
 (Hoje em Dia)
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O futebol cria deuses e vilões. E também é cercado por figuras excêntricas. Mas um tinha título e coroa: o rei da Romênia Carol II que, ao assumir o poder no país, convocou os jogadores para a Copa do Mundo de 1930, no Uruguai, tirando a tarefa das mãos do técnico Costel Radulescu. Outras duas histórias curiosas: incumbido de marcar Pelé, em 1958, o zagueiro sueco Parling não resistiu ao futebol-arte brasileiro e derramou em elogios: “Depois do quinto gol, eu tive vontade de aplaudir”; já na Copa de 1970, além do espetáculo proporcionado pela Seleção Canarinho, também foi o torneio do “fair play” sem nenhum jogador expulso, contrastando com a violência de 1966 em que Pelé foi mais “caçado” em campo pelos adversários, especialmente os portugueses.

São alguns dos detalhes de bastidores que podem ser conferidos no livro “O Brasil em todas as Copas do Mundo – 1930/2014”, do embaixador Geraldo Muzzi, lançado pela Pontes Editora de Campinas, e agora disponível nas livrarias Leitura do Shopping Del Rey e Minas Shopping, por R$ 35.

A obra também conta a história das participações do Brasil nas Copas com fichas, além de outras informações. “É um livro de curiosidades e detalhes do torneio, basicamente da história sobre a Seleção Brasileira, com dados estatísticos de todos os jogos”, diz Geraldo Muzzi, que conta que o livro foi encomendado pelo Itamaraty em 2002, e cujos exemplares foram distribuídos aos futuros pentacampeões em sua passagem pela Malásia.

A atual edição, com 140 páginas e 100 fotografias em preto e branco e colorido, é exclusivamente em português – a primeira foi trilíngue (japonês, coreano e inglês); a segunda em inglês; e a terceira em português e inglês, na Copa de 2010, na África do Sul.

Aos 75 anos, 40 deles dedicados à diplomacia, Muzzi considera que a Copa de 50 serviu como aprendizado para o futebol brasileiro. “Com tudo que aprendeu, o Brasil conquistou as cinco Copas de forma invicta em seus 32 jogos. Mas é bom lembrar que o segundo lugar (como em 1950) não é vergonha. O brasileiro precisa colocar isso na cabeça, pois a Seleção não é obrigada a vencer todas. Vale destacar que a Seleção subiu ao pódio em nove das 19 edições até agora”, manda o recado Muzzi, que, antes da diplomacia, teve outra paixão: o Galo, que defendeu de 1956 a 1958 – nesta última passagem foi campeão juvenil, aspirante e profissional. 
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