Uma família formada por duas mães. Outra por mãe, pai, madrasta e filhos que são meio-irmãos. Mestre e especialista em Literatura Infantojuvenil, a escritora carioca Cristina Villaça escreve de forma delicada sobre esses dois exemplos de famílias do mundo moderno em “Três Mocinhas Elegantes” e “O Irmão do Meu Irmão”, recém-lançados pela Zit Editora (ambos com 32 páginas, preço sugerido de R$ 26,90 e ilustrações de Rafa Anton, espanhol radicado em São Paulo).
No primeiro livro, Cuca, como é carinhosamente chamada por um casal de vizinhos idosos, é filha de Ana e Lia. São as três mocinhas elegantes: cobra, jacaré e elefante!, como sempre emendam em resposta à brincadeira de seu Chiquinho e dona Sinhá.

Certo dia, porém, a garota fica desconcertada ao perceber que nem todos da vizinhança encaram com naturalidade o fato de sua família não seguir o modelo tradicional. Mas um fato inesperado – e uma carinhosa conversa com seu velho e sábio amigo – faz com que todos, até as fofoqueiras da rua, passem a olhar para aquela família com o respeito que ela merecia.
No segundo livro, a autora escreve sobre Duda e Hugo – o irmão do irmão dela. Duda conta com naturalidade que não gostou dele de cara. Sentiu ciúmes porque seu pai iria morar com o garoto enquanto ela só o encontrava aos domingos. E não era capaz de gostar de Hugo do mesmo jeito que gostava de Léo, o irmãozinho em comum dos dois, como sua mãe dizia que era o certo. Isso até que um grande “mico” aproximou os dois de uma forma muito especial.