
"Ele é uma figura muito presente, meio Papai Noel, sempre esteve por aí, desde a minha infância”, diz Luiza Possi sobre o dono do repertório de seu show de amanhã, no Teatro Bradesco. Michael Jackson assume mesmo uma estatura mitológica quando se fala de música pop, e Possi, como tantos, tinha sua presença como algo inescapável. “Memórias afetivas mesmo, na vitrola, nas fitas cassetes no carro do meu pai. É um grande companheiro, sempre fez parte da minha vida”, relembra.
E como “arte é a expressão do que a gente entende da vida”, como ela define, a escolha por encarar um repertório tão consagrado se deu por questões absolutamente particulares–já que “não existe distinção entre a vida pessoal e a profissional, neste sentido”. Depois de testar, durante anos, músicas de vários compositores em seu canal na internet, uma espécie de laboratório de ideias que ela mantinha com sua fiel banda, as canções de Jackson deram uma “liga diferente”, como ela diz.
"Human Nature” abriu o caminho, e outros clássicos foram se sucedendo, entre elas favoritíssimas da cantora, como “Man In The Mirror”, sempre retrabalhando arranjos que, sabemos, foram meticulosamente preparados pelo Rei do Pop. “Tenho certeza que ele fez os originais com a convicção de que ninguém mais poderia cantar aquilo”, brinca ela. “Porque não tem ninguém igual, tecnicamente, como compositor, dançarino. Como cantor então...são as métricas mais difíceis do mundo”, reconhece.
Um convite para gravar um especial de TV com este repertório se transformou no show que ela pôs em turnê. Uma grande responsabilidade, que vem gerando um grande prazer para a cantora. “Você vê na cara do público uma volta ao passado, muito legal. Momentos como ‘Thriller’, com coreografia, emocionam muito o público, é incrível”, garante.
Serviço: Luiza Possi. Amanhã, às 20h, no Teatro Bradesco (Rua da Bahia, 244–Lourdes).
Ingressos: R$120