Márcio Borges, do Clube da Esquina, é o novo imortal da Academia Mineira de Letras
Compositor, poeta e escritor reúne mais de cinco décadas de produção literária e musical e passa a ocupar a 29ª cadeira da instituição

O músico Márcio Borges, integrante do Clube da Esquina, tomou posse na Academia Mineira de Letras (AML) neste sábado (11). A cerimônia, restrita a convidados, foi realizada no auditório da AML, no Centro de Belo Horizonte. O compositor passa a integrar o quadro de imortais da instituição, ocupando a cadeira nº 29.
Poeta, escritor, compositor e um dos fundadores do Clube da Esquina, Márcio Borges reúne mais de cinco décadas de produção literária e musical. Em parceria com o irmão, Lô Borges, escreveu canções emblemáticas para o Clube da Esquina, como “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo” e “Trem de Doido”.
Trajetória
A relação do compositor com a música veio do berço. Filho de um pai que tocava violão e de uma mãe que cantava em corais e tocava piano, Márcio mudou-se para o Edifício Levy, no Centro de BH, onde conheceu os vizinhos Wagner Tiso e Milton Nascimento.
O segundo mais velho de 11 irmãos, Márcio construiu uma parceria com o irmão Lô ao longo de sua trajetória. Os dois são autores da letra de “Clube da Esquina”, canção daria nome aos dois discos e ao coletivo, de cujo núcleo formador é um dos pilares e principais letristas.
Como letrista, destaca-se também pela canção “Vento de Maio”. A música foi gravada não só por Lô Borges, como por outros artistas - entre eles, Elis Regina e, neste ano, por Seu Jorge. Em 1996, escreveu o livro “Os sonhos não envelhecem – Histórias do Clube da Esquina”. Em 2001, publicou um livro infantojuvenil chamado “Os 7 falcões”.
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